Subemprego: qual seu verdadeiro significado e o que ele representa no exterior

Subemprego: qual seu verdadeiro significado e o que ele representa no exterior

Colaborador E-Dublin

2 semanas atrás

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Um assunto recorrente entre os intercambistas — pessoas que saem do Brasil para trabalhar e estudar no exterior — é o subemprego. O termo, muitas vezes, é empregado de forma negativa, mal interpretada ou, até mesmo, pejorativamente. Mas, por quê?

O subemprego é o que chamam os tipos de emprego em que o empregado recebe salário mínimo, exerce funções abaixo de suas formações, além de serem vagas nas quais não é preciso algum tipo de curso superior ou técnico para que sejam preenchidas.

Em inglês, o termo pode ser traduzido como ‘underemployment’ ou ‘subemployment’. Ou, ainda, é utilizado o termo ‘underpaid job’, ou seja, um trabalho nem tão bem remunerado assim.

Mas afinal, o que quer dizer subemprego e o que ele significa quando viajamos para outro país para fazer intercâmbio?

Vamos refletir juntos?

O que é subemprego?

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Intercambistas pelo mundo encaram o subemprego para viver como imigrantes em outros países. Crédito: Shutterstock

No dicionário Michaelis, subemprego significa “emprego não qualificado, muitas vezes sem vínculo empregatício, de baixa remuneração”. O dicionário também explica que o termo pode ser um “emprego abaixo da qualificação do empregado”.

O subemprego até já foi tema de redação no ENEM, que na ocasião o classificava como:

“O subemprego é relacionado ao desemprego, pois ele surge quando pessoas sem nenhuma ou pouca formação profissional necessitam de trabalho e optam por empregos como diaristas, catadores de papel, entre outros.

Assim, os subempregos quase que em sua totalidade oferecem baixas remunerações, o que resulta em baixa qualidade de vida aos subempregados, além de certa instabilidade com relação ao salário…”.

Muitas pessoas optam pelo subemprego, pelo menos na hora de viver em outro país ou de começar, como os mais jovens, a atuar no mercado de trabalho.

Leia também: O lado psicológico de encarar os “subempregos” na Irlanda

Quem trabalha com subemprego e por quê?

Um artigo do Salary.com enfatiza quais são os motivos para que uma pessoa aceite um trabalho aquém de suas qualificações e com cifras mais baixas. Entre eles, o autor cita um período de transição na vida, em que aquele trabalho temporário venha a beneficiá-lo no futuro, seja educacional ou profissionalmente.

A NBC News Career também abordou o tema, citando que os empregos com menores salários sempre foram uma realidade na economia americana, e que quase sempre se relacionaram com grandes mudanças na economia do país, especialmente em consequência da demanda.

Subemprego é comum entre jovens nos EUA e Europa

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Filha do ex-presidente Obama, como muitos outros, começou a vida profissional no subemprego. Crédito: Shutterstock

O artigo ressalta, ainda, o perfil dos profissionais que trabalham nesses setores: pessoas muito jovens, em busca do primeiro emprego ou, ainda, pessoas que têm encontrado dificuldade em encontrar trabalho em sua área por longo período e acabam “agarrando o que aparece”.

Um bom exemplo veio da filha de um ex-presidente estadunidense. Malia Obama, filha de Barack Obama, investiu no seu primeiro emprego e serviu cafezinho em um set de filmagens por algumas semanas, assim como muitos jovens de sua idade fazem.

E, pelo visto, a filha de um dos homens mais influentes do mundo não parece ter se importado com sua primeira “subposição” de trabalho!

Um a cada dez trabalhadores do Reino Unido trabalha em subempregos

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Seja na Europa, seja nos Estados Unidos ou Canadá, os chamados subempregos são comuns, principalmente entre imigrantes. Crédito: Shutterstock

O tema também foi mencionado no LinkedIn, onde a Consultora de Carreira, Margarete Soares enfatiza os prós e contras dos subempregos, deixando claro que nem tudo são flores nesse tipo de posição, na qual, geralmente, exige-se mais esforço físico e muitas horas de trabalho, tudo isso com renumeração baixa.

A BBC usou em uma de suas matérias o termo ‘underemployment’ para mostrar que, pelo menos, 1 em cada 10 profissionais no Reino Unido trabalha em cargos abaixo de sua qualificação! E, inclusive, traz o relato de uma jovem graduada dizendo que, apesar de ter o sonho de trabalhar em sua área, os entraves são tantos que, enquanto a chance não chega, ela segue atuando em áreas aquém das suas qualificações.

Aliás, em toda a europa, é mais do que comum ver jovens universitários trabalhando em cargos considerados subemprego para poder bancar os estudos.

Leia também: E aí? Encarar ou não o “subemprego”?

Como é o subemprego para intercambistas?

O cargo de garçom é bastante requisitado em determinada época do ano. © Auremar | Dreamstime.com

O cargo de garçom é bastante requisitado entre os intercambistas. Foto: Auremar | Dreamstime.com

Assim como já citamos jovens universitários europeus ou adolescentes americanos, é comum ver pessoas começarem a trabalhar em subempregos quando mudam de país.

Intercambistas na Europa, Oceania, América do Norte e todo o mundo, muitas vezes, deixam de lado o diploma de advogado, jornalista, dentista e diversos outros para atuar em novas áreas como limpeza e hospitalidade. Isso é bastante comum entre os brasileiros que vivem em países como Inglaterra, Canadá e Irlanda.

Experiência do subemprego na Irlanda

Um curso de barista no Brasil pode auxiliar a encontrar um emprego na Irlanda. Foto: Tyler Nix / Unsplash

Vinícius Estrela, de 31 anos, encarou emprego de auxiliar de cozinha, garçom e outros quando decidiu fazer seu intercâmbio na Irlanda. Sem experiência, ele relatou ter enviado dezenas de currículos até começar a trabalhar em cozinha.

“Eu tinha em mente que, devido ao meu nível básico de inglês, eu precisaria encarar os famosos subempregos. Que me desculpem os resistentes a esse termo, mas, na verdade, ele é muito apropriado, já que, no geral, aceitamos empregos muito aquém das nossas qualificações curriculares”, disse.

Para Vinícius, um futuro intercambista pode, no Brasil, fazer algum tipo de curso como barista ou bartender para chegar já com algum tipo de experiência. Existe, até mesmo, curso de cleaner para mostrar as técnicas mais usadas na Europa.

“No final das contas, para muita gente, são esses trabalhos que pagarão as suas contas nos primeiros meses de Irlanda.”

Leia o relato completo de Vinícius aqui.

Tipos mais comuns de subemprego para quem faz intercâmbio

O cargo de au pair, principalmente entre as meninas, é o mais procurado durante o intercâmbio. Foto: Jordan Rowland on Unsplash

Existem algumas clássicas vagas de emprego para quem faz intercâmbio no exterior. São tipos de trabalho, como já dissemos, em que se paga o salário mínimo e não há necessidade de alguma formação para executá-lo.

São eles:

  • Kitchen Porter
  • Cleaner
  • Waitress / Waiter
  • Hostess
  • Housekeeper
  • Warehouse Assistant
  • Barman / Bartender
  • Floor Assistant
  • Au Pair

Dá para sobreviver com um “subemprego” na Irlanda?

Um dos países onde brasileiros encaram o subemprego ao embarcar para o intercâmbio é a Irlanda. Assim como Estados Unidos, Canadá, Austrália e outros, essas vagas pagam o mínimo e existem muitas oportunidades nas áreas de limpeza, hospitalidade e assistência a idosos e crianças.

Mas, então, vem a dúvida: dá mesmo para se sustentar com os “subempregos”?

Com o salário mínimo na Irlanda pagando 10,20 euros por hora (em 2021, o segundo maior salário mínimo da União Europeia), e com a possibilidade de um estudante intercambista trabalhar 20 horas semanais, é possível ganhar cerca de 800 euros por mês.

O Censo E-Dublin 2021 mostrou um pouco mais sobre quanto ganha e quanto gasta um intercambista na Irlanda. Dá uma olhada.

Subemprego não deve ser encarado com depreciação

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Na Europa, é comum jovens trabalharem em trabalhos com baixa remuneração para pagar os custos da universidade. Crédito: Shutterstock

Como podemos observar, o tal do subemprego é tema recorrente em diversos canais e de forma muito consistente. Em todas as matérias citadas, assim como nas oportunidades em que utilizamos o termo aqui no E-Dublin, não se observa tom de depreciação dos trabalhadores dessa classe.

O termo é bem empregado e tem sido utilizado por conceituados veículos de comunicação. Subemprego, sub-pago, sub-qualificado, sub-…

O próprio dicionário Aurélio pontua que o termo refere-se a elemento designativo de inferioridade, substituição, aproximação. Ou seja, um profissional graduado que esteja fazendo um trabalho abaixo de suas qualificações está em uma situação de substituição, inferior à posição para qual está qualificado e, por isso, opta temporariamente por uma substituição no setor empregatício.

Por que trabalhar no subemprego no exterior?

Definição de subemprego

Um médico, advogado ou publicitário que decidiu fazer intercâmbio para melhorar o inglês, certamente, não poderá exercer as suas qualificações no país de acolhida, por motivos de qualificação, que é diferente de país para país.

Assim, esse profissional terá que recorrer a um trabalho inferior ao que está qualificado a exercer se quiser ter um salário para pagar as contas que, diga-se de passagem, não são nada baixas na Europa.

Vale ressaltar, ainda, que as próprias condições do visto de estudante em um outro país já pré-seleciona o intercambista para o subemprego. Com a autorização de trabalho de apenas 20h semanais, na Irlanda, por exemplo, as possibilidades de esse profissional conseguir um trabalho na área são mais limitadas, já que os empregadores procuram profissionais que possam trabalhar full-time (40 horas semanais).

Trabalho no exterior: saiba tudo sobre o assunto

Agora, você já aprendeu um pouco mais sobre os subempregos no exterior. E se seu sonho é fazer intercâmbio, assim que escolher o destino, não espere para dar o segundo passo: solicite um orçamento completo de um intercâmbio de estudo e trabalho aqui no E-Dublin e comece a planejar a sua viagem!

Veja também

Como montar um currículo para a Irlanda

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Colaboração: Avany França 
Imagens via Shutterstock
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