Julgamento de acusado por morte da brasileira na Irlanda acontece três anos após crime em Cork
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O julgamento do homem acusado pela morte da brasileira Bruna Fonseca está marcado para começar no dia 12 de janeiro de 2026, em Cork, na Irlanda, pouco mais de três anos após o assassinato. O caso será analisado pelo Central Criminal Court, instância responsável pelos crimes mais graves no país.
A expectativa é de que familiares de Bruna viajem do Brasil para acompanhar presencialmente o início do julgamento.
Bruna Fonseca tinha 28 anos e foi encontrada morta em um apartamento na região central da cidade de Cork, no dia 1º de janeiro de 2023. Natural de Formiga (Minas Gerais), ela havia se mudado para a Irlanda em setembro de 2022 com o objetivo de aperfeiçoar o inglês.
Na época, Bruna trabalhava como cleaner contratada no Mercy University Hospital, instituição que a descreveu como uma profissional dedicada e uma colega muito estimada, conforme publicou o jornal The Irish Sun.
O acusado é Miller Pacheco, também brasileiro e oriundo da mesma região de Minas Gerais. Ele responde pela acusação de assassinato ocorrido em um imóvel na Liberty Street, no centro de Cork, e está preso desde que foi formalmente acusado.
Família acompanha julgamento e busca por justiça
Após a morte de Bruna, amigos e familiares organizaram uma campanha para custear a repatriação do corpo ao Brasil, que arrecadou mais de €50 mil. O sepultamento ocorreu em Formiga no dia 16 de janeiro de 2023.
O caso gerou grande comoção entre brasileiros que vivem na Irlanda, especialmente em Cork, onde também foi realizada uma vigília em homenagem à jovem.
Com o julgamento marcado para janeiro, a família espera que o processo traga esclarecimentos e represente um passo importante em busca de justiça.
Bruna Fonseca foi assassinada após festa de Réveillon
Bruna foi encontrada morta em um apartamento no centro da cidade de Cork na manhã de domingo, 1º de janeiro de 2023.
De acordo com a imprensa irlandesa, serviços de emergência foram chamados para atender um chamado no apartamento na Liberty Street, por volta das 06h30.
Bruna foi declarada morta no local pouco tempo depois e entende-se que ela morreu em circunstâncias violentas.
Na época, familiares e amigos de Bruna conversaram com o jornal Irish Examiner e disseram que a intercambista era doce e amável. O primo de Bruna, Denis Palhares, disse que “ela era a prima favorita de todos os primos”. “Ela também era a sobrinha mais amada pelos tios e tias e era a filha que era a melhor amiga de sua mãe. Bruna tinha um jeito doce e era adorada por isso. Ela sempre foi muito prestativa com os outros e sempre foi admirada por sua humildade e seu jeito doce de ser.”

Capas de jornais irlandeses destacam morte de Bruna. Imagem: Reprodução
O ex-companheiro de Bruna Fonseca é acusado de tê-la assassinado. Miller Pacheco, 29, que também é brasileiro, compareceu a uma sessão especial do Tribunal Distrital de Cork.
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