Pesquisa abre caminho a brasileiros pela primeira vez para doar sangue na Irlanda

Pesquisa abre caminho a brasileiros pela primeira vez para doar sangue na Irlanda

Rubinho Vitti

2 meses atrás

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A possibilidade de fazer doação de sangue na Irlanda ainda é uma dúvida frequente entre brasileiros que vivem no país. Muitas pessoas descobrem apenas ao tentar se tornar doadoras que cidadãos nascidos na América Latina atualmente não podem doar sangue em território irlandês.

A restrição está ligada à doença de Chagas, uma infecção parasitária considerada historicamente endêmica em partes da América Latina, incluindo o Brasil.

Mas esse cenário pode estar começando a mudar.

Pesquisadores da Royal College of Surgeons in Ireland (RCSI) vêm trabalhando em estudos e projetos piloto que podem abrir caminho para que brasileiros consigam participar futuramente da doação de sangue na Irlanda através de exames específicos de triagem.

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A pesquisa é liderada pelo infectologista Eoghan de Barra, em parceria com a médica brasileira Juliana Martins.

Assista à entrevista completa no fim do texto.

Quem pode fazer doação de sangue na Irlanda?

Doação de sangue na Irlanda: brasileiros não podem doar. Foto: Envato

Atualmente, o sistema irlandês de doação de sangue é controlado pelo Irish Blood Transfusion Service, órgão responsável pelas regras de segurança e triagem dos doadores.

Hoje, pessoas nascidas na América Latina — ou filhos de mães latino-americanas — são impedidas de doar sangue na Irlanda devido ao risco potencial de transmissão da doença de Chagas.

Segundo Dr. Eoghan de Barra:

“A doença de Chagas é uma infecção parasitária que historicamente era comum em várias regiões da América Latina. Hoje em dia isso é menos frequente, mas ela ainda pode ser transmitida pelo sangue.”

A doença é causada pelo parasita Trypanosoma cruzi e pode permanecer sem sintomas por muitos anos. Em alguns casos, pode causar complicações cardíacas e digestivas.

Brasileiros podem doar sangue na Irlanda hoje?

Não.

Mesmo brasileiros saudáveis, sem histórico da doença e que vivem há anos na Irlanda ainda não podem realizar doação de sangue no país.

Isso acontece porque a Irlanda ainda não possui um sistema nacional de testagem laboratorial específico para doença de Chagas.

Irlanda estuda liberar doação de sangue para brasileiros

O projeto envolvendo pesquisadores da Royal College of Surgeons in Ireland (RCSI) tem dado frutos e a doação de sangue na Irlanda por brasileiros pode se tornar real em breve. Foto: Envato

A boa notícia é que o cenário começou a evoluir nos últimos anos.

Pesquisadores da RCSI desenvolveram um projeto piloto envolvendo a comunidade brasileira na Irlanda para estudar a viabilidade de testes e avaliar o interesse da população em participar da doação de sangue.

O estudo acabou despertando o interesse do Irish Blood Transfusion Service.

Segundo os pesquisadores, o órgão já iniciou um processo de validação de testes laboratoriais para a doença de Chagas na Irlanda.

A ideia é criar um modelo semelhante ao que já acontece em outros países europeus.

Espanha já permite doação de sangue de latino-americanos

A Espanha é um dos exemplos citados pelos pesquisadores. O país possui uma das maiores populações latino-americanas da Europa e também uma das maiores taxas de testagem para Chagas.

Lá, pessoas da América Latina podem realizar exames específicos e, dependendo do resultado, doar sangue normalmente.

“Eles testam o sangue e então permitem a doação”, explica Dr. Eoghan de Barra.

Comunidade brasileira ajudou a impulsionar debate

A discussão sobre doação de sangue na Irlanda ganhou força também graças ao envolvimento direto da comunidade brasileira.

Organizações como a Amor Simples de Doar passaram a colaborar com pesquisadores para mostrar às autoridades irlandesas que existe uma comunidade grande e interessada em doar sangue.

“Muitas pessoas nos disseram que eram doadoras frequentes no Brasil e queriam continuar contribuindo aqui”, conta Juliana Martins.

Segundo o Dr. Eoghan de Barra, permitir a participação da comunidade brasileira teria impacto não apenas médico, mas também social.

“Muitos brasileiros querem retribuir à sociedade irlandesa e participar ativamente da comunidade. A doação de sangue é um gesto extremamente altruísta e um sinal de solidariedade.”

Estoque de sangue na Irlanda enfrenta desafios

Doação de sangue por brasileiros na Irlanda seria uma saída para repor estoque baixo. Foto: Envato

A Irlanda frequentemente enfrenta campanhas emergenciais devido à baixa nos estoques de sangue.

Segundo os pesquisadores, ampliar a base de doadores seria extremamente positivo para o país.

“Idealmente, o estoque de sangue deve representar as comunidades que vivem aqui”, afirma Dr. Eoghan.

Hoje, estima-se que mais de 80 mil brasileiros vivam na Irlanda. Mesmo que apenas uma pequena parcela se tornasse doadora regular, isso já poderia gerar impacto importante no sistema de saúde irlandês.

Quando brasileiros poderão fazer doação de sangue na Irlanda?

Ainda não existe uma data oficial para mudança nas regras.

O processo depende da validação dos testes laboratoriais e da criação de novos protocolos pelo Irish Blood Transfusion Service.

Mesmo assim, os pesquisadores demonstram otimismo.

“Minha esperança é que isso possa acontecer talvez na primeira metade do próximo ano”, afirma Dr. Eoghan de Barra.

Debate vai além da doação de sangue

Além da possibilidade futura de doação de sangue na Irlanda, os pesquisadores também querem ampliar o acesso da comunidade latino-americana a informações sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da doença de Chagas.

O projeto agora busca criar conexões com comunidades de outros países latino-americanos, como México, Chile e Bolívia.

Segundo Dr. Eoghan de Barra, outro objetivo importante é tranquilizar os brasileiros.

“Parte do nosso trabalho também é mostrar que é muito improvável encontrarmos brasileiros vivendo aqui com doença de Chagas.”

Ainda assim, os especialistas acreditam que ampliar a capacidade de testagem e inclusão no sistema de saúde pode trazer benefícios importantes tanto para a saúde pública quanto para a integração social de imigrantes na Irlanda.

Assista à entrevista completa aqui:

Entrevista com Dr. Eoghan de Barra, médico e Professor Sênior do Dept. de Saúde Internacional e Medicina Tropical do Royal College of Surgeons na Irlanda

Eoghan de Barra, médico e Professor Sênior do Dept. de Saúde Internacional e Medicina Tropical do Royal College of Surgeons na Irlanda. Foto: beaumont.ie

Você poderia dar uma visão geral de como funciona atualmente a doação de sangue na Irlanda e por que brasileiros não podem doar sangue no país?

Dr. Eoghan de Barra: Na Irlanda, pessoas nascidas na América Latina, ou cujos pais nasceram na América Latina, não podem doar sangue por causa da preocupação com a doença de Chagas. A doença de Chagas é uma infecção parasitária que historicamente era comum em várias regiões da América Latina. Hoje em dia isso é menos frequente, mas ela ainda pode ser transmitida pelo sangue e também verticalmente, de mãe para filho.

Historicamente, quando a população da Irlanda era mais homogênea, isso não era algo considerado. Mas agora, como em muitos outros países europeus, existe uma mudança demográfica e uma necessidade de atualizar os processos de triagem do sangue. No momento, se você informa que nasceu na América Latina ou que sua mãe nasceu lá, o sangue não é aceito porque a prioridade é manter o estoque de sangue livre de riscos de infecção.

Quais soluções vocês têm estudado para ajudar a mudar essa situação?

Dr. Eoghan de Barra: Há alguns anos, trabalhei com colegas em Londres em um projeto europeu para avaliar duas coisas: primeiro, qual é realmente a incidência da doença de Chagas entre a grande população latino-americana que hoje vive na Europa; e segundo, quais abordagens os diferentes países europeus utilizam.

Alguns países fazem triagem do sangue e, depois disso, permitem a doação. A Espanha, por exemplo, possui o maior número de imigrantes latino-americanos da Europa e também a maior prevalência de Chagas detectada por exames sorológicos. Lá eles testam o sangue e então permitem a doação.

Nós conversamos com especialistas da Espanha e também com profissionais ligados ao Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças para entender as políticas adotadas na Europa. Depois disso, a Julia desenvolveu um projeto de aproximação com a comunidade brasileira para entender a opinião, a percepção e o conhecimento das pessoas sobre esse tema e como poderíamos trabalhar juntos para mudar isso.

Vocês aprovaram a ideia de usar um teste rápido de sangue para identificar a doença de Chagas. Qual a importância disso e qual seria o próximo passo?

Dr. Eoghan de Barra: Nós conduzimos um projeto piloto na RCSI usando testes rápidos para avaliar tanto a viabilidade quanto a aceitação desse tipo de teste, além de aproximar as comunidades.

Isso é importante porque algumas pessoas podem ter a doença sem saber, e existem tratamentos capazes de prevenir problemas a longo prazo, principalmente doenças cardíacas.

O projeto também serviu como uma prova de conceito em relação à doação de sangue. Através desse trabalho e das conversas com o Irish Blood Transfusion Service, que é o órgão responsável pelas transfusões de sangue na Irlanda, recebemos um retorno positivo de que eles começaram a validar um teste laboratorial formal para Chagas.

Não seria um teste rápido, mas sim um exame laboratorial mais robusto e de padrão mais elevado. É um processo lento, mas o importante é que eles começaram.

Depois da validação, o próximo passo será criar um protocolo de decisão para entender quando testar pessoas vindas de determinados países e se aquele sangue poderá ou não ser utilizado.

Então é um desenvolvimento muito promissor e que pode abrir caminho para que pessoas da América Latina consigam doar sangue na Irlanda.

Se brasileiros pudessem doar sangue na Irlanda, qual impacto positivo isso teria no estoque de sangue do país?

Dr. Eoghan de Barra: O estoque de sangue está constantemente em falta. Existem diferentes tipos sanguíneos e alguns deles variam dependendo da origem das pessoas no mundo.

Idealmente, o estoque de sangue deve representar as comunidades que vivem no país. Como hoje temos uma porcentagem maior de pessoas nascidas fora da Irlanda, faz sentido que o banco de sangue também reflita essa diversidade.

Parte do nosso trabalho foi justamente pesquisar as comunidades latino-americanas e descobrir quem estaria disposto a doar. Muitas das pessoas com quem conversamos eram doadoras frequentes no Brasil.

Muitas querem retribuir à sociedade irlandesa, participar ativamente da comunidade e contribuir de alguma forma. A doação de sangue é um gesto extremamente altruísta e um sinal de solidariedade dentro da sociedade em que você vive.

Então isso é positivo tanto para quem vive aqui quanto para o país como um todo.

O Irish Blood Transfusion Service já passou por um processo semelhante com a malária. Antigamente, se alguém tivesse viajado para regiões da África Subsaariana ou áreas de risco, o sangue era automaticamente recusado. Hoje existe um questionário de triagem e um exame de anticorpos para malária. Se o resultado é negativo, o sangue pode ser utilizado.

Hoje existem mais de 80 mil brasileiros vivendo na Irlanda. Mesmo que apenas uma pequena porcentagem deles se torne doadora regular, isso já faria uma diferença significativa.

Qual é a sua perspectiva sobre quando brasileiros poderão doar sangue na Irlanda?

Dr. Eoghan de Barra: Eu ainda não sei exatamente quando isso vai acontecer. Não depende de mim, mas ficamos muito felizes quando recebemos a notícia de que, desde o início deste ano, eles estão trabalhando no teste diagnóstico.

O Irish Blood Transfusion Service também está muito interessado em conseguir novos doadores. Então, se conseguirem implementar isso de forma segura, minha esperança é que isso aconteça talvez na primeira metade do próximo ano.

Nós também nos oferecemos para ajudar, porque estamos conectados com países da Europa que já passaram por esse processo. Então existe um caminho já traçado.

Espero que não demore muito.

Quão importante é mostrar que os brasileiros que vivem aqui realmente querem doar sangue?

Dr. Eoghan de Barra: Eu acho que isso é importante em muitos níveis.

Existe uma mensagem importante contra narrativas negativas sobre imigrantes, mostrando a contribuição positiva que essas comunidades trazem para a sociedade.

Muitos brasileiros e outros imigrantes vivem aqui há anos, têm filhos nascidos aqui e, mesmo assim, acabam excluídos de alguns aspectos da sociedade. Isso é injusto.

Depois de conversar com essas pessoas, ficou claro o quanto isso é importante para elas. Algumas tiveram familiares que precisaram de transfusão de sangue, transplante de medula ou até transplante de órgãos, e elas próprias estavam impedidas de contribuir.

Uma sociedade saudável deve permitir que todos participem plenamente dela. Então vejo isso como algo extremamente positivo.

Existe algum outro aspecto positivo relacionado a essa discussão?

Dr. Eoghan de Barra: Sim. Eu também trabalho com o serviço de transplantes e doação de órgãos da Irlanda.

Hoje a Irlanda ainda não possui um teste laboratorial local para Chagas, o que gera atrasos. Isso acaba se tornando mais uma barreira no processo de doação de órgãos, especialmente considerando doadores de diferentes origens.

Outro ponto importante é que parte do nosso trabalho também busca tranquilizar a comunidade brasileira, porque é muito improvável encontrarmos brasileiros vivendo aqui com doença de Chagas.

Mas, caso alguém tenha, existem tratamentos disponíveis.

Algumas comunidades latino-americanas possuem taxas muito mais altas da doença, como a comunidade boliviana. Então também queremos alcançar essas populações para ajudar na identificação precoce de casos e na prevenção de doenças.

Existe esse lado da prevenção e da saúde pública, além da questão da doação de sangue e da integração social.

Entrevista dra. Juliana Martins, médica brasileira recém-formada pela Royal College of Surgeons na Irlanda

Juliana Martins, médica brasileira recém-formada pela Royal College of Surgeons na Irlanda. Foto: Acervo pessoal

Eu queria que você explicasse um pouco da sua trajetória aqui dentro da Irlanda, sua inserção na universidade de medicina e como começou sua participação nessa discussão sobre a doença de Chagas.

Juliana Martins: Eu sou de São Paulo, nasci e cresci lá. Quando fui fazer faculdade, me mudei para Boston, onde estudei no Boston College. Fiz meu bachelor com foco pré-medicina e neurociência.

Depois de trabalhar lá por um ano, resolvi aplicar para estudar medicina aqui na Irlanda. Tenho parte da família aqui e meus pais moram em Portugal, então achei que seria interessante viver em outro país por um tempo.

Comecei então o curso de Graduate Entry Medicine na RCSI, que dura quatro anos. Foi uma ótima experiência e eu acabei de me formar.

No meu primeiro ano, uma das minhas experiências clínicas foi com o time de doenças infecciosas do Beaumont Hospital, onde conheci o Dr. Eoghan de Barra. Conversando com ele sobre eu ser brasileira, ele comentou que tinha um grande interesse em desenvolver mais pesquisas na Irlanda sobre doença de Chagas.

Ele percebeu que esse era um tema que vinha recebendo mais atenção na Europa devido ao aumento da imigração da América Latina.

Como surgiu a pesquisa?

Juliana Martins: Depois dessas conversas, consegui um financiamento pela RCSI para desenvolver uma pesquisa sobre o tema.

No início, queríamos entender melhor a prevalência da doença na Irlanda, já que quase não existem dados sobre isso. A ideia era criar um projeto piloto usando testes rápidos.

Nesse processo, comecei a conversar com a Embaixada do Brasil na Irlanda, que nos ajudou muito e nos conectou com a Márcia, do Amor Simples de Doar, e também com a Luiza e o Bia.

Foi através delas que aprendemos mais sobre a questão da doação de sangue. Inicialmente, nosso foco nem era esse, mas acabamos unindo forças.

O projeto piloto passou então a ter dois objetivos: testar pessoas para entender a presença da doença e também mostrar às autoridades irlandesas que existe uma grande comunidade interessada em doar sangue.

Qual foi o impacto desse projeto?

Juliana Martins: Os resultados tiveram uma repercussão muito positiva e chamaram bastante atenção do Irish Blood Transfusion Service, que é o órgão responsável pela doação de sangue na Irlanda.

Isso ajudou a mostrar que existe uma comunidade brasileira grande e realmente interessada em participar da sociedade também através da doação de sangue.

Qual foi a importância pessoal desse projeto para você?

Juliana Martins: Sem dúvida, essa foi a parte mais especial da minha formação em medicina.

É algo que começou no meu primeiro ano e agora estamos vendo muitos frutos justamente quando estou me formando. Foi muito simbólico.

Também foi muito importante perceber como faz diferença ter pessoas da nossa comunidade em diferentes espaços. Acho que essa iniciativa avançou muito porque eu sou brasileira, falo português e consigo conversar diretamente com a comunidade, entendendo suas preocupações e depois levando isso para a universidade e para as instituições em inglês.

Quanto mais pessoas da nossa comunidade ocuparem espaços onde normalmente não estamos representados, mais portas e oportunidades conseguimos abrir.

Como está a situação atualmente em relação à possível liberação da doação de sangue para brasileiros na Irlanda?

Juliana Martins: Depois do nosso projeto e do engajamento da comunidade, o Irish Blood Transfusion Service nos informou que iniciou um projeto para validar um teste de sangue para Chagas aqui na Irlanda.

A ideia é permitir que pessoas da América Latina possam doar sangue após passarem por esse teste, semelhante ao que já acontece com a malária.

Eles pediram paciência porque o processo pode demorar, mas a expectativa é que no futuro seja possível fazer o teste e, se o resultado for negativo, doar sangue normalmente.

Hoje brasileiros ainda não podem doar sangue na Irlanda, mesmo com testes?

Juliana Martins: Hoje ainda não podem.

Como o Dr. Eoghan comentou, atualmente a Irlanda não possui um laboratório local que faça esse teste. Quando alguém precisa realizá-lo, o material é enviado para Londres.

Então ainda existe uma barreira técnica e financeira. O objetivo agora é validar esse exame em laboratórios irlandeses. Depois dessa fase concluída, aí sim poderá haver uma mudança oficial nas regras.

Quando isso acontecer, certamente será divulgado pelos canais oficiais e também pelos nossos canais.

Quais são os próximos passos do projeto?

Juliana Martins: Agora queremos expandir o projeto não apenas para a comunidade brasileira, mas também para outras comunidades latino-americanas.

Já temos estudantes de medicina envolvidas que possuem conexões com comunidades do México, Chile e estamos tentando criar mais vínculos com a comunidade boliviana.

O objetivo é ampliar tanto a questão da doação de sangue quanto o acesso à prevenção, diagnóstico e serviços de saúde para essas comunidades.

Também queremos organizar um evento na RCSI para explicar melhor sobre doença de Chagas, doação de sangue e aproximar diferentes comunidades latino-americanas na Irlanda.

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Rubinho Vitti, Jornalista de Piracicaba, SP, vive em Dublin desde outubro de 2017. Foi editor e repórter nas áreas de cultura e entretenimento. Também é músico, canceriano e apaixonado por arte e cultura pop.

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