Tudo sobre vistos na Irlanda: guia completo (2022)
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Tudo sobre vistos na Irlanda: guia completo (2022)

Rael Pimenta

3 meses atrás

Seguro Viagem

Sabia que é obrigatório ter um seguro viagem para ir pra Europa?

Um dos pontos mais importantes quando se fala em mudar para o exterior é qual tipo de permissão governamental o intercambista vai precisar aplicar para ficar no país. Por isso mesmo, é essencial conhecer todos os tipos de vistos na Irlanda se o seu objetivo é morar na Ilha Esmeralda.

No caso de brasileiros, um dos vistos na Irlanda mais comuns é o “Stamp 2”, o visto de estudante, emitido para quem viaja para a República com o intuito de cursar inglês ou ir para a universidade.

Outro, “Stamp 4”, é fornecido geralmente para esposo ou esposa de um europeu que vive na Irlanda.

Esses e muitos outros vistos na Irlanda estão descritos neste guia, que vai ajudar você a entender qual se encaixa no seu objetivo de morar no país e se você é elegível para aplicar para um deles.

IMPORTANTE: por conta da pandemia da Covid-19, o governo irlandês fez inúmeras alterações na emissão dos vistos na Irlanda a imigrantes conforme o cenário mundial em relação à doença mudava. Temos um artigo especial que mostra as atualizações recentes sobre esse assunto. Leia aqui!

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Visto de Estudante - Stamp 2 e 2A

Sabe qual dos vistos na Irlanda é emitido para a maioria dos brasileiros que vivem na Ilha Esmeralda?

O Stamp 2 é concedido sob a condição de o imigrante entrar no país com o objetivo de frequentar aulas regulares, podendo trabalhar até 20h durante o período de aulas e até 40h em meses específicos (entre os meses de junho e setembro; e entre 15 de dezembro e 15 de janeiro).

O prazo de expiração do visto, que tem um total de 8 meses, também deve ser respeitado, e o imigrante com esse tipo de permissão não poderá recorrer a nenhum tipo de serviço oferecido pelo governo, tais como saúde, seguro-desemprego, etc.

Para se enquadrar nessa categoria de visto é necessário se matricular em um curso com duração mínima de 25 semanas em uma instituição aprovada pelo governo Irlandês.

Imigração na chegada à Irlanda é tranquila. Foto: Shutterstock

Imigração na chegada à Irlanda é tranquila. Foto: Shutterstock

Ainda há algumas etapas importantes a cumprir na chegada à Irlanda, antes de você receber o Irish Residence Permit — IRP e o tão sonhado visto de estudante no país.

Chegando à Irlanda — Imigração no Aeroporto

Todo mundo tem um certo medo da imigração. A boa notícia é que esse não é um bicho de sete cabeças, mas, quanto mais preparado você estiver, com todos os documentos de que precisa, mais fácil será sua entrada no país.

Oficialmente, os documentos que você deverá apresentar no aeroporto são:

  • passaporte com validade mínima de seis meses. Lembrando que, de acordo com a nova regra de 2013, os países da Europa que estão no Tratado de Schengen — o que exclui a Irlanda — também exigem a validade mínima de três meses a partir da data de saída do país;
  • carta de confirmação da escola (Letter of Acceptance), comprovando que você pagou tudo certinho para estudar na Irlanda;
  • seguro-saúde (Health Insurance);
  • passagem de volta para o Brasil: não é sempre que esse documento é solicitado mas, de acordo com as regras, você precisa comprovar que vai voltar depois de 6 meses, mesmo que o visto tenha uma validade maior. O que a maior parte das pessoas faz é alterar posteriormente a data de volta da passagem com a companhia aérea. Muita gente sempre costuma voltar nesse período, mas alguns intercambistas gostam da experiência e resolvem ficar mais, renovando o visto ou arranjando um trabalho;
  • endereço na Irlanda: caso você vá ficar em residência estudantil, hostel, casa de família agenciada pela escola ou, até mesmo, uma carta-convite do amigo que vai hospedá-lo;
  • três mil euros, que podem ser comprovados em dinheiro ou em extrato bancário.

Alguns oficiais são mais tranquilos e, em alguns casos, só é preciso mostrar a carta da escola e o passaporte. Porém, como toda situação implica riscos, é melhor prevenir do que remediar.

Lembre-se de que, na imigração, o ideal é ficar calmo, respondendo apenas às perguntas que lhe forem feitas. Se você tem algum conhecido no país e não fala inglês, uma boa dica é pedir uma carta para essa pessoa, contendo informações como número para contato, endereço e passaporte. Isso pode ajudar você a não entrar em desespero.

ATENÇÃO: Por conta da pandemia da Covid-19, existem regras de viagem a ser cumpridas e outros documentos serão exigidos no aeroporto irlandês, entre eles, teste de Covid, comprovação de vacinação ou recuperação da doença, entre outros. Você pode ver todas essas regras neste artigo.

Leia também: Intercâmbio na Irlanda para estudar, trabalhar e viajar em 2020

Dúvidas frequentes

Reprodução: Shutterstock

Imigração não é um bicho de 7 cabeças. É só ter tudo direitinho, como manda a regra! Foto: Shutterstock

Muitas pessoas questionam a possibilidade de ir para a Irlanda sem ter adquirido o curso, já que contatar a escola aqui pode ser mais barato. Mas veja bem, isso pode ser perigoso e você poderá ser prejudicado na hora de tentar tirar vistos na Irlanda de estudante.

Em relação ao preço, é muito relativo. Dependerá mais das promoções lançadas pelas escolas. Alguns estudantes já pagaram 100 euros de diferença no mesmo curso em questão de semanas, mesmo estando na Irlanda.

Sobre vir para cá com o visto de turista, é importante lembrar que, caso o seu carimbo no passaporte seja de turista, você não pode solicitar a troca para o visto de estudante posteriormente. Ou seja, para isso ser feito, será necessário sair do país (mesmo que seja algum outro destino da União Europeia) para voltar e requerer novamente o visto de estudante, com todos os documentos em mãos.

Para algumas pessoas, isso pode valer a pena, mas tudo precisa ser muito bem planejado. No final das contas, o que parece ser mais barato pode sair bem mais caro e dar muitas dores de cabeça.

Também não é todo mundo que precisa comprovar os três mil euros logo na entrada, mas isso pode acontecer. Portanto, fica o aviso: caso você esteja trazendo seu dinheiro no cartão, traga também o extrato impresso do dia do seu embarque para comprovar o valor.

Na imigração, o oficial vai carimbar seu passaporte com um visto temporário. Lembre-se de checar, porque, embora a maioria seja para três meses, há estudantes que recebem um mês ou até uma a duas semanas. Não há regra definida para isso.

Portanto, se esse for o seu caso, tome cuidado para agilizar tudo de que precisa o quanto antes para tirar o visto de estudante e resolver toda a parte burocrática da chegada.

O melhor a fazer é contatar a escola ou alguém de confiança que possa mostrar como resolver tudo da forma mais fácil. Feito isso, você terá a prazerosa sensação de estar em solo verde pela primeira vez!

Para ajudar um pouco mais, abaixo, segue o passo a passo da parte burocrática.

Comprovação dos três mil euros

Estudantes não europeus precisam comprovar 3 mil euros na Irlanda.Foto: Shutterstock

Estudantes de inglês não europeus precisam comprovar ter 3 mil euros para tirar o visto na Irlanda. Foto: Shutterstock

Até alguns meses, a única maneira de comprovar ter os três mil euros exigidos pela imigração era abrir uma conta bancária em banco irlandês.

Entretanto, esse procedimento tem sido dificultado, já que, para abrir a conta, as instituições financeiras exigem o número PPS (documento equivalente ao CPF no Brasil), que só pode ser requerido por pessoas que tenham uma proposta de emprego, o que, definitivamente, não é o caso de estudantes recém-chegados ao país.

Visando contornar o problema, desde setembro de 2016, estão em vigor novas medidas criadas pelo governo para os estudantes comprovarem a renda na imigração.

São elas:

  • Extrato bancário em banco irlandês, no caso de estudantes que conseguiram abrir a conta;
  • Extratos bancários do Brasil, desde que a conta esteja em nome do estudante e que o documento tenha sido tirado em menos de 1 mês e acompanhado do cartão;
  • Comprovante de que o dinheiro está seguro por uma instituição financeira regulamentada pelo Banco Central da Irlanda, como o Bank Draft, por exemplo;
  • Extrato do cartão de débito pré-pago.

Portanto, basta verificar qual dessas quatro opções é a mais viável para você antes de requisitar o seu visto na imigração.

Outra dica é que a maioria das escolas também oferece explicação sobre tudo o que deve ser feito para tirar o visto de estudante. Vale checar todas as dúvidas.

Outro fator importante: desde a sua chegada ao país até a retirada do Irish Residence Permit — IRP, o ideal é não mexer nos três mil euros. Por essa razão, é muito importante que você tenha uma reserva para o primeiro mês, a fim de não movimentar o montante exigido pela imigração. Esse dinheiro extra é o que garante a sua paz de espírito. Aconselhamos trazer, pelo menos, 500 a 1000 euros a mais.

Irish Residence Permit- IRP

O Irish Residence Permit — IRP é um certificado de registro da Garda National Immigration Bureau, a imigração da Irlanda. Ele é um pequeno cartão que comprova você estar vivendo legalmente no país (antigamente chamado GNIB).

Nele constam informações básicas como nome, nacionalidade, data de nascimento e tipo de visto, além da validade do documento.

Para tirar o IRP é preciso ter tudo organizado: passaporte, comprovante dos três mil euros, carta da escola confirmando que você pagou o curso com a carga horária correta e apólice do seguro de saúde em inglês, que precisa ter cobertura mínima de 30 mil euros. (Temos uma secção específica sobre como solicitá-lo, neste guia).

Por isso, esse é um dos últimos documentos a serem tratados. O IRP custa 300 euros e deve ser pago com cartão de crédito ou débito no momento em que você tira o visto.

Muitas especulações indicam que os valores de comprovação — três mil euros e 300 euros do IRP — aumentarão em breve, mas a informação no site da imigração continua a mesma.

Stamp 2A – Visto de estudante sem permissão de trabalho

Entre os vistos na Irlanda para estudantes, o Stamp 2A é bem similar ao anterior, por exigir que o imigrante esteja matriculado em um curso. No entanto, com esse tipo de visto, não é permitido trabalhar nem em período integral (full-time, 40h), nem em meio período (part-time, 20h).

Pessoas elegíveis a esse tipo de visto: 

  • Cidadãos non-EEE que frequentem aulas de cursos não reconhecidos pelo Departamento de Educação e Ciência, no período máximo de seis meses.

Nesse caso, além das exigências básicas do visto de turista, a pessoa precisa apresentar na imigração:

  • carta da escola comprovando estar matriculado;
  • a quantia pré-estabelecida pela imigração de 500 euros, para cada mês em que o estudante pretende ficar no país, já que ele não poderá trabalhar durante período de estudos. Com o visto, você não precisa abrir conta em banco nem tirar o cartão de residência, o Irish Residence Permit;
  • para estudantes que pretendem ficar entre três e seis meses, faz-se necessário o registro na imigração, inclusive pagando os atuais 300 euros para emissão do IRP, além da necessidade de comprovar recursos suficientes para se manter no país, já que trabalhar não é permitido para vistos com duração de até seis meses.
Em todos os casos citados acima, o estudante não tem direito a nenhum tipo de assistência do governo irlandês, assim como benefício social ou cartão de saúde!
Para saber mais acesse www.inis.gov.ie

Para saber mais acesse https://www.irishimmigration

Leia também: Intercâmbio na Irlanda: o guia definitivo (2022)

Visto para turista e Tratado de Schengen

Esse tipo está entre os vistos na Irlanda para pessoas que entram na Ilha sem o objetivo de receber benefício do Estado e que cumpram alguns requisitos, sendo um deles o de estar coberto por um seguro de saúde particular.

O imigrante que desejar entrar na Irlanda com o Stamp 0 (visto de turista) deverá ter os próprios meios de subsídio ou alguém que o faça. Nesse último caso, provas serão necessárias.

A esse tipo de imigrante fica vedada qualquer oportunidade de emprego ou, mesmo, tentativa de estabelecer um negócio, a menos que o INIS indique a permissão por meio de uma carta.

Pessoas elegíveis a esse tipo de visto: 

  • provedor de serviço estrangeiro que tenha sido enviado à Irlanda por uma companhia também estrangeira para executar alguma tarefa por tempo limitado;
  • alguém cujo objetivo da visita prolongada à Irlanda seja prestar serviços humanitários;
  • visitantes acadêmicos.

Para informações mais detalhadas sobre esse tipo de visto, consulte o documento disponibilizado pelo INIS.

Tratado de Schengen permite circulação por 27 países na Europa

Com o objetivo de dar liberdade de circulação aos cidadãos, cinco países assinaram, em 1985, o acordo que iria abolir as fronteiras em quase todo o território do velho continente.

O Tratado de Schengen iniciou com a participação da Alemanha, Luxemburgo, Bélgica, Holanda e França.

A implementação foi efetivada no ano de 1995 e, hoje, conta com 26 países-membros do acordo, sendo que, entre os países da União Europeia, não fazem parte apenas Bulgária, Chipre, Irlanda, Reino Unido e Romênia.

Além disso, quatro países que não pertencem à UE fazem parte de Schengen: Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça.

Além do acordo ser de grande vantagem para os cidadãos europeus, pois, entre esses países, não há controle de fronteiras, os brasileiros também podem se beneficiar da lei.

Em 2012, a União Europeia, junto ao governo do Brasil, anunciou a retirada da necessidade do visto aos brasileiros que visitam os países do Espaço de Schengen pelo período máximo de 3 meses.

Nesse acordo, também estão inclusos Letônia e Chipre.

A República da Irlanda, apesar de não fazer parte do tratado, tem acordo similar com o Brasil. Já o Reino Unido, que quis continuar com o controle próprio sobre as fronteiras, decidiu não entrar no acordo. Para os brasileiros que visitam o país a passeio, o visto concedido é de, no máximo, 180 dias.

Por que a Irlanda e o Reino Unido não fazem parte do Tratado?

Desde 1920, a Irlanda e o Reino Unido possuem um acordo entre eles de livre circulação entre os países, chamado Common Travel Area (CTA). Isso significa que as mesmas regras definidas pelo Tratado de Schengen entre os países do Espaço já existiam entre Irlanda e UK.

Os cidadãos que vivem em ambos os países possuem acesso livre tanto da Irlanda para a Inglaterra, como vice-versa.

Pela resistência do Reino Unido em relação ao tratado, a Irlanda preferiu manter o que já havia sido acordado anteriormente.

Apesar desta posição, tanto a República da Irlanda como o Reino Unido participam em alguns aspectos do acordo, passando a utilizar o Sistema de Informação Schengen (SIS).

Ambos países não podem inserir informações no sistema, mas possuem direito de acessar e consultar informações dos passageiros que passam por suas fronteiras.

Limite e regras de permanência

Você já deve ter escutado por aí algum brasileiro dizendo que pretende circular pela Europa de um país para outro, apenas com o visto de turista. Passa-se três meses aqui, mais três ali, e assim vamos desbravando o velho continente. Mas atenção, a coisa não funciona assim!

Para os turistas, é necessário cumprir exigências que podem variar entre os países. Porém, todos os membros do acordo pedem passaporte dentro da validade (que deve ser de no mínimo 3 meses após a data de volta ao Brasil), comprovantes de hospedagem ou carta convite de algum residente do país destino e um seguro de saúde com cobertura no valor de € 30 mil para cobrir assistência médica em caso de acidente ou doença.

Sobre o limite de permanência nos países do tratado, é possível ficar até 90 dias, seja em apenas um país ou circulando pelo Espaço de Schengen. Porém, uma regra deve ser lembrada: Estes 90 dias (3 meses) são válidos a cada 180 dias (6 meses).

Aos viajantes que pretendem, por exemplo, ficar 20 dias em um país de Schengen, depois mais 20 dias na Irlanda (ou outro país fora do tratado) e voltar novamente para algum dos países participantes do acordo, é possível.

Estes 20 dias que você esteve fora, não contarão no total, ou seja, você terá mais 70 dias para circular entre as fronteiras livres.

Para quem vai a negócios e tende a voltar mais de uma vez ao ano, a regra é a mesma. É só lembrar que a cada 6 meses você poderá permanecer no espaço por no máximo 3 meses, corridos ou não.

Isso significa que não basta sair do Espaço de Schengen e voltar em uma semana. É preciso cumprir as regras e lembrar que o policial da imigração tem total autoridade para decidir se você está sendo honesto ou não.

Além dos brasileiros que visitam o Espaço de Schengen a turismo, a autorização de permanência de 3 meses também é concedida para as viagens a negócios e tratamento médico (mediante comprovação com atestado concedido por um médico brasileiro indicando o tratamento em um dos países de Schengen, comprovante de reserva em hospital ou em consultório médico e comprovante de financiamento das despesas do tratamento).

Alguns países também solicitam comprovantes de meios financeiros para se manter durante a viagem. Nem todos definem valor exato por dia de permanência.

Lembramos que é importante consultar as regras de cada país por onde você for passar, para não se incomodar quando estiver viajando.

Posso trabalhar durante este período?

Não. O visto concedido para brasileiros ao Espaço de Schengen é de turista, ou seja, trabalhar é considerado ilegal. A única “permissão de trabalho” no país é se a viagem já for definida previamente a negócios, comprovada na entrada ao país.

É possível prorrogar o visto de 90 dias?

De acordo com as regras é possível requerer uma extensão, mas é preciso justifica-la. Dependendo da situação e dos documentos apresentados, é possível sim ter o visto estendido para mais três meses de permanência no Espaço de Schengen.

O melhor a fazer é procurar a imigração do país em que está e ser sincero com suas intenções. Para isso é preciso entrar em contato com a imigração 30 dias antes de o visto expirar.

Stamp 1 (Visto de Trabalho) e 1A

Stamp 1 é o almejado Visto de Trabalho. Nesse caso, o cidadão que desembarca por aqui precisará de uma proposta de trabalho de uma empresa estabelecida na Irlanda para aplicar para esse visto. Enquanto o empregador não tiver recebido a permissão para contratá-lo, o imigrante com esse tipo de visto não poderá trabalhar em outros cargos nem se envolver em negócio ou profissão sem autorização prévia concedida pelo Ministério da Justiça e da Igualdade. O cidadão deverá também respeitar a data de expiração do visto.

Pessoas elegíveis a esse tipo de visto: 

• cidadãos de países que não façam parte da zona do Euro (non-EEE) e que já tenham Work Permit, Green Card ou permissão para administrar negócios em solo irlandês;

• cidadãos de países que não façam parte da zona do Euro (non-EEE) que tenham permissão de residência na Irlanda;

• cidadãos de países que não façam parte da zona do Euro (non-EEE) que tenham permissão de trabalho como dependente de cônjuge.

Stamp 1A – Visto de Trainee

Visto mais limitado, que permite o cidadão atuar como trainee em solo irlandês, em tempo integral, seguindo regras, termos e condições específicas. Acesse o site do Governo Irlandês para mais detalhes.

Pessoas elegíveis a esse tipo de visto: 

• estudantes que sejam cidadãos “non-EEE” de cursos de contabilidade.

Muitos intercambistas brasileiros embarcam para a Irlanda com o objetivo de, durante o intercâmbio, conseguir um emprego na área de atuação e obter um visto de trabalho para permanecer no país.

A Irlanda tem se recuperado de um período de recessão e, como consequência disso, vários setores da economia do país retomaram crescimento e precisam de profissionais qualificados.

Não é mais novidade para ninguém que a Irlanda importa talentos da área de TI para suprir a demanda do seu mercado de trabalho. Mas o que acabamos esquecendo é que, sim, existem outros setores no país carentes de profissionais.

De acordo com um relatório publicado recentemente pela CPL, maior empresa recrutadora na Irlanda, as vagas no mercado de trabalho irlandês não estão restritas exclusivamente ao setor de tecnologia.

Segundo o documento, no último ano, a agência observou um crescimento de 25% nas vagas relacionadas ao setor de vendas e marketing, por exemplo, quando comparado a 2016.

Outras áreas de destaque no mercado irlandês são os setores de finanças e contabilidade, que continuam fortes no país. O mesmo vale para o setor de tecnologia.

Visto de trabalho

Segundo estatísticas publicadas pelo Department of Business, Enterprise and Innovation, em 2018, foi concedido o total de 4711 vistos de trabalho.

Algumas das nacionalidades que mais se beneficiaram pela medida são: Índia, Estados Unidos, Filipinas, Brasil, Paquistão e China.

Entre os setores que mais concederam vistos de trabalho a profissionais qualificados de fora da União Europeia, destaca-se, primeiramente, o segmento de saúde, empregando 570 estrangeiros apenas no mês de maio. Em seguida, está o de serviços, com 392 vistos concedidos; e o setor de indústrias, com 145 vistos concedidos em maio.

Tipos de visto

Claro que, antes de aplicar para o visto de trabalho, é essencial saber que existem vários tipos de permissão de trabalho na Irlanda. Atualmente, a lista engloba 9 categorias. Entretanto, duas são as mais populares e questionadas pelos brasileiros: o visto Stamp 2, a General Employment Permit e a Critical Skills Employment Permit. Este substitui o antigo Green Card.

Visto Stamp 2 – 20h de trabalho apenas

Vamos começar pelo mais comum, aquele que seduz a maioria dos estudantes que escolhem a Irlanda para aprender inglês com permissão de trabalhar 20 horas semanais ou 40 horas em períodos específicos do ano.

Pessoas elegíveis ao visto: cidadãos non-EEE que viajem para a Irlanda com o objetivo de estudar em cursos de idioma ou universitários em instituições aprovadas pelo governo irlandês por um período mínimo de 6 meses (e máximo de 8 meses – para estudantes de idiomas). Pode ser renovado até 2 vezes.

Áreas que não dão visto de trabalho

Como citamos no item acima, o visto Stamp 2 é apenas uma permissão de trabalho, limitada pela carga horária de 20h semanais. Isso se difere completamente de um VISTO DE TRABALHO, como citaremos adiante, neste guia.

Estrangeiros com o Stamp 2 podem trabalhar em qualquer setor, desde que se respeite a carga horária limite. Cargos de gerência em lojas, restaurantes, hotéis, agências de viagens, entre outros, fazem parte da lista de carreiras inelegíveis ao visto de trabalho e podem ser supridos por estrangeiros com visto Stamp 2.

Essa lista também inclui profissionais de áreas como: serviço social, técnicos em arquitetura, massagistas, psicólogos, policiais, personal trainer, mecânicos, eletricistas, entre outros.

Vamos supor que  você trabalhe em uma rede de lojas e o seu chefe ofereceu uma vaga full time de gerente? Infelizmente, esse cargo não vai lhe proporcionar o visto de trabalho, mesmo se o seu salário for superior a 30 mil euros anuais.

A oferta de emprego e sua importância para o visto de trabalho

Para aplicar para o visto de trabalho, primeiramente, você precisa receber uma oferta de emprego, chamada aqui de job offer. Ou seja, isso só acontece depois que você é aprovado na entrevista.

Com esse documento em mãos, você pode começar a dar entrada no processo de aplicação do visto, que consiste, primeiramente, em preencher um formulário online, disponível no portal do Department of Business, Enterprise and Innovattion (DBEI).

Conheça os dois principais vistos de trabalho disponíveis na Irlanda

1. General Employment Permit

A categoria General Employment Permit engloba profissionais das mais diversas áreas. Os requisitos para aplicar para esse visto são:

– descrição completa do emprego proposto;
– n necessário que a vaga em questão não esteja em uma categoria de trabalho excluída, conforme as Categorias de Emprego Inelegíveis para o visto;
– informações relativas às qualificações ou experiência exigidas para a vaga;
– remuneração anual mínima – geralmente, 30 mil euros. No entanto há exceções como:

1. € 27 mil para estudante não pertencente à União Europeia – que se formou nos últimos 12 meses, em uma instituição irlandesa de terceiro nível, e recebeu uma proposta de trabalho em área presente na lista de carreiras elegíveis. Entretanto, a remuneração mínima anual deve ser de € 30 mil na fase de renovação;

2. € 27 mil para estudante não pertencente à União Europeia EEA – que se formou nos últimos 12 meses em uma instituição de terceiro nível no exterior e recebeu uma proposta como profissional na área de TI. Entretanto, a remuneração anual mínima deve ser de 30 mil euros na fase de renovação;

3. € 27 mil para uma posição que requeira uma pessoa fluente na língua oficial de um estado que não seja um estado-membro da União Europeia, em que a vaga seja apoiada por uma agência de desenvolvimento empresarial e o emprego seja:

– atendimento ao cliente em papel de vendas com conhecimento relevante do produto;
– um papel especializado em marketing digital e vendas on-line, ou
– suporte especializado em idiomas e suporte técnico de vendas.

4. € 27.500 para vagas de açougueiro.

A principal vantagem desse visto é que ele apresenta uma gama mais ampla de ocupações do que as outras classes de permissão de trabalho. Com isso, exceto as opções descritas na lista de carreiras inelegíveis para visto, todos os profissionais podem se candidatar, desde que atendam aos requisitos descritos acima.

Quais os pré-requisitos considerando a empresa?

Somente serão aceitas inscrições de empregadores devidamente cadastrados no Revenue (equivalente à Receita Federal na Irlanda).

Outro fator é que o visto de trabalho é emitido apenas se,  pelo menos, 50% dos empregados da empresa sejam cidadãos da União Europeia (regra dos 50:50).

Quanto custa?

– €500 para uma autorização de trabalho de 6 meses ou menos;
– €1.000 para uma autorização de trabalho de 6 meses a 24 meses.

Tempo de processamento

A entrada no visto deve ocorrer num período mínimo de 12 semanas da data proposta para início no trabalho.

É necessário sair da Irlanda para aplicar para o visto?

Não, estudantes portadores do visto Stamp 2, por exemplo, podem aplicar para o visto de trabalho sem precisar deixar o país.

Pode-se migrar do visto de estudante?

Sim. Estudantes que receberem uma oferta de trabalho dentro das categorias elegíveis descritas acima podem aplicar para o visto de trabalho.

2. Critical Skills Employment Permit ou Green Card

As ocupações elegíveis sob esse tipo de autorização são consideradas extremamente importantes para o crescimento da economia da Irlanda, altamente exigidas e qualificadas, em escassez significativa de oferta no nosso mercado de trabalho.

Para ser elegível a esse visto, é necessário:

1. Ocupações com uma remuneração anual mínima de € 30.000 em áreas descritas na lista de carreiras elegíveis ao visto. Uma qualificação universitária é requisitada para aplicação ao visto.

2. Todas as profissões com uma remuneração anual mínima superior a € 60.000, desde que não estejam inclusas na lista de carreiras inelegíveis ao visto. Um cidadão não pertencente à EEE, que não apresente uma qualificação ou ensino superior, deve ter o nível necessário de experiência para aplicar para o visto.

3. O empregado deve ter garantido uma oferta de trabalho de 2 anos.

Áreas elegíveis

O DBEI disponibiliza online uma lista completa das áreas que atualmente sofrem com a de profissionais qualificados na Irlanda e que, consequentemente, necessitam de profissionais estrangeiros para suprir a demanda. Vale destacar que essa lista é atualizada diversas vezes durante o ano, com a inclusão de novas profissões. A lista de carreiras elegíveis inclui:

– profissionais de ciências naturais e sociais (químicos, cientistas);

– profissionais de engenharia;

– profissionais de TI;

– profissionais de saúde (médicos, farmacêuticos, audiologistas, radioterapeuta);

– gerentes e diretores de saúde e serviços sociais;

– profissionais de enfermagem e obstetrícia;

– ortopedistas;

– paramédicos;

– professores e profissionais da área educacional (desde que tenham diploma de doutorado);

– contadores e consultores de impostos qualificados;

– diretores de arte e animação 2D e 3D;

– designers;

– profissionais com expertise  e especializados em vendas e marketing.

Como aplicar

Todo o processo de aplicação para os vistos de trabalho irlandeses deve ser feito por meio do site do Departamento de Negócios, Empresa e Inovação (DBEI). Como mencionamos, tanto o empregador quanto o empregado podem realizar a inscrição e submeter a documentação exigida.

Vale destacar que é necessário encaminhar a aplicação para o visto, pelo menos, 12 semanas antes da data proposta para o início do trabalho. Ou seja, o empregador deve estar preparado para esperar, pelo menos, 3 meses para você ocupar o cargo que lhe foi oferecido.

O formulário é dividido em seis partes, sendo a primeira com informações cadastrais do contratante e a segunda e terceira com dados cadastrais do contratado, como nome, endereço, estado civil, IRP, histórico educacional, se possui emprego atualmente e, se sim, qual permissão teve para trabalhar até agora. Por exemplo, o visto de estudante que tiramos para o intercâmbio que permite trabalhar 20 horas semanais.

Na quarta parte do formulário, a atenção deve redobrar, pois é nela que o candidato ao visto deve virar um expert em marketing pessoal, mostrando que tem habilidades e experiências que um possível empregado europeu não teria.

Na quinta parte do formulário, são detalhadas as informações sobre salário e as formas de pagamento acordadas com a empresa. E na sexta e última parte são especificados os termos e condições de aceitação para o visto de trabalho. Nele, são solicitadas as assinaturas originais, abaixo das declarações necessárias para a aplicação, do empregador, do empregado e da agência, caso a contratação tenha sido feita por uma agência de empregos.

Validade do visto

O visto de Critical Skills é emitido por um período de dois anos e, após esse período, ele não precisa ser renovado. Em vez disso, o profissional pode aplicar para o visto Stamp 4, que dará a ele o direito de morar e trabalhar na Irlanda por até dois anos, podendo ser renovado. Após um período de 60 meses com o visto Stamp 4, o profissional poderá aplicar para residência de longo prazo.

Aplicação negada. Sim, pode acontecer

Para evitar ter a aplicação negada, é necessário preencher o formulário com atenção e deixar muito claro que você é um expert na área, além de incluir todos os documentos que comprovem isso.

Se não ficar explícito que foram feitos esforços (ou eles assumirem que não) para contratar um irlandês ou um europeu, sua aplicação poderá ser negada. Por isso, fica aqui a dica de se elaborar uma boa resposta na hora de falar sobre as experiências e habilidades (skills) do contratado. Comece citando sua experiência com o mercado latino-americano, o fato de falar Brazilian-Portuguese fluentemente e não deixe de citar caso possua alguma experiência com mercado internacional. Lembre-se, também, de que as chances aumentam se tiver em mãos suas certificações e diplomas traduzidos e juramentados.

Quanto custa?

A taxa de aplicação para esse visto é de 1000 euros, sendo que 90% são reembolsáveis caso a aplicação seja negada. Além da taxa de aplicação, você precisará pagar os 300 euros para a emissão do IRP (Irish Residence Permit), o antigo cartão GNIB.

Tempo de espera

As aplicações para visto de trabalho são processadas pelo DBEI em ordem de data. O acompanhamento pode ser realizado online e, atualmente, dura entre 5 e 12 semanas para tudo ser processado.

O processo de aplicação é realizado online, com o objetivo de tornar o procedimento mais ágil e atender a demanda do mercado de trabalho a tempo hábil.

Além disso, se a sua aplicação para o visto é recusada, você tem o prazo de 28 dias para pedir a revisão do resultado. Isso pode ser feito utilizando o formulário online disponível no portal do DBEI.

Acabei de pegar a Cidadania Europeia

Que bênção! Minha dica é a mesma para os Stamp 4, mas agora que você é europeu, use e abuse do governo. Existem mais de 10 tipos diferentes de programas que ajudam o europeu na hora de procurar emprego. Eles são bem específicos e contam com regras e requisitos diferentes.

As mais interessantes são JobBridge, Mature Education e o Back to Education Allowance. O JobBridge é um programa que ajuda europeus a conseguir estágios pagos em áreas específicas em multinacionais. Conheço pessoas que estão bem hoje e que começaram pelo JobBridge. O governo paga em torno de 200 euros por semana, e algumas empresas também oferecem ajuda de custo semanal.

O Back to Education Allowance disponibiliza, no máximo, €160 por semana como ajuda, sendo que o profissional pode procurar outro trabalho part time. O governo também disponibiliza bolsa de estudos. Mas, para tudo isso, é necessário estar inscrito no FAS. Outra opção é o Mature Education.

Não se contente apenas com a Irlanda, existem milhares de empresas procurando brazilian speakers para trabalhar em diversas vagas na Grécia, Gibraltar, Polônia, Hungria e Londres. Jogue-se no mundo, mesmo que seja por 6 meses de experiência. Vai valer muito a pena, pois você vai ter o primeiro contato com multinacionais na Europa.  Fique de olho em vagas no LinkedIn e no TopLanguagejobs. Pense que agora a Europa é sua e quem faz seu caminho é você. Portanto, invista!

Work Permit, Green Card e outras novidades

Work Permit e o Green Card? Você sabe a diferença?Foto: Shutterstock

Work Permit e o Green Card: você sabe a diferença? Foto: Shutterstock

Quem pensa em vir para a Irlanda, melhorar o inglês e partir para a busca de um trabalho na área — apesar de esses serem ótimos planos — precisará entender melhor o caminho das pedras e que muita coisa tem mudado no país.

Desde 2014, por exemplo, os vistos na Irlanda mudaram. A lista de permissões de trabalho cresceu e hoje compreende nove categorias. Mas vamos nos concentrar nas duas mais questionadas pelos brasileiros: o Work Permit e o “Green Card”.

Antes de qualquer coisa, precisamos nos atualizar, pois, desde 2014, esses dois vistos ganharam nova roupagem e nomes também: chamam-se, respectivamente, General Employment PermitCritical Skills Employment Permit.

Visto de estudante não entra na categoria (trabalho full-time)

É preciso entender que, dificilmente, você chegará ao emprego na área com o visto de estudante (Stamp 2), já que esse é um visto que permite apenas 20h de trabalho semanal (part-time).

Para quem deseja trabalhar na área, será necessário conseguir, pelo menos, o Critical Skills Employment Permit ou o General Employment Permit.

A boa notícia é que, com as mudanças que ocorreram nos últimos anos, mesmo aqueles que tenham os vistos:  1, 1A, 2, 2A or 3 residence permission podem, diante de uma oferta de emprego full-time, aplicar para o visto de trabalho sem a necessidade de deixar o país, como acontecia anteriormente.

No entanto, outra importante constatação é que você só conseguirá um visto em uma dessas categorias se tiver uma oferta de trabalho, e é preciso ter sempre o cuidado de esclarecer para a empresa interessada o processo para obtenção do seu visto de trabalho.

Apesar de parecer óbvio, na prática, é bem comum as empresas não saberem as regras para um profissional não-europeu trabalhar na Irlanda legalmente por 40 horas (full-time). Por isso, é recomendado que, além de se sair bem na entrevista, você saiba explicar para o seu contratante sobre o procedimento para a obtenção desse tipo de visto.

Outra coisa relevante é saber que o General Employment Permit e o Critical Skills Employment Permit não garantem acesso livre a qualquer empresa. Na verdade, o seu visto estará diretamente associado à empresa contratante.

Caso você queira trocar de emprego, terá que passar pelo processo novamente — mas cuidado, pois a imigração espera que você fique, pelo menos, um ano no seu primeiro emprego quando tirar o visto de trabalho.

Qual é a diferença entre Critical Skills Employment Permit e o General Employment Permit?

General Employment Permit

  • O salário precisa ser de, no mínimo, €30.000 por ano (não há valor máximo estabelecido).
  • Pode ser solicitado por estudantes não-europeus graduados em uma instituição irlandesa, pelo período máximo de 12 meses.
  • Pode ser solicitado por estudantes não-europeus graduados em uma instituição estrangeira, pelo período máximo de 12 meses — e que tenha recebido oferta na área de TI, ou em uma das áreas prioritárias.
  • Profissionais com fluência em línguas não-europeias, para atendimento técnico e suporte a vendas.
  • O contratante não poderá cobrar de você pelos custos no processo de recrutamento.
  • Contrato de trabalho pode ser de 6 meses.

Critical Skills Employment Permit

  • Qualquer uma das profissões oficiais listadas podem aplicar, desde que o salário seja acima de €30.000 por ano.
  • Para algumas profissões, o salário mínimo anual deverá ter a somatória mínima de  €60.000.
  • A oferta deve ser realizada diretamente pelo empregador. Agências e intermediários não são elegíveis para essa categoria.
  • O contrato de trabalho precisa ser de, no mínimo, 2 anos.

Caso você tenha um Work Permit e queira trocar por um Critical Skills Employment Permit, basta verificar se sua profissão está na lista de profissões elegíveis.

Se estiver, envie o formulário preenchido juntamente a seu Work Permit, solicitando a mudança.

Em ambas as categorias, a vaga passará por um sistema de avaliação para verificar o teste de necessidade, que tem como objetivo garantir que a vaga em questão realmente não poderia ter sido preenchida por um irlandês ou europeu.

Quem entra com o processo?

Tanto para o Critical Skills Employment Permit como para o General Employment Permit, o responsável por dar entrada no processo pode ser você mesmo ou a empresa que pretende contratá-lo.

Só é preciso preencher o formulário, anexar os documentos exigidos, enviar pelo correio para o endereço indicado e pagar a taxa para o período específico.

Quanto tempo demora?

Normalmente, entre 2 e 4 semanas. Falando em validade, eles pedem que seu passaporte esteja válido por 3 meses após o vencimento do Work Permit/Critical Skills Employment Permit. Então, se for pedir um visto de 2 anos, seu passaporte ainda deverá valer por 2 anos e 3 meses.

Não se esqueça de trazer na mala as traduções juramentadas de todos os seus diplomas e certificados e tudo o que for importante para provar que você é um profissional de uma das áreas permitidas. Para os casados, tragam também a certidão de casamento.

Irlanda abre novas permissões de vistos de trabalho

O departamento de Business, Enterprise and Innovation (DBI — Negócios, Empresas e Inovação) da Irlanda anunciou que serão abertas permissões de visto de trabalho a novas profissões consideradas “critical skills”, ou seja, ligadas a setores-chave em que há escassez de mão de obra na Ilha.

Outra alteração está nas profissões inelegíveis para visto. O governo retirou algumas delas dessa lista, tornando possíveis de serem aplicáveis para o visto de trabalho (leia abaixo as alterações detalhadas). O limite mínimo de salário para as autorizações é de € 30 mil por ano.

Tais mudanças estão previstas duas vezes ao ano, com revisões das chamadas listas de ocupação, nas quais constam as áreas em que é necessário trazer profissionais de fora da área econômica europeia a fim de atuar na Irlanda. Essa é a primeira alteração de 2019 e entra em vigor no dia 22 de abril.

De acordo com o departamento, diversos fatores contribuem para a alteração da lista, sejam eles internos, como o movimento do mercado irlandês, sejam externos, como o Brexit.

Profissões que entraram na lista de critical skills

Foto: Pxhere

Profissão de Engenheiro Civil entrou na lista de ‘critical skills’ na Irlanda. Foto: Pxhere

Dessa vez, serão valorizadas áreas de construção, esportes e transportes em cinco novas profissões na lista de critical skills na Irlanda. As inscrições podem ser feitas pelo site do DBI.

Profissionais adicionadas à lista de critical skills na Irlanda

  • Civil engineers (engenheiros civis)
  •  Quantity surveyors (topógrafo)
  • Construction project managers (gerentes de projetos de construção)
  • Mechanical and electrical engineers with BIM capabilities (engenheiros mecânicos e elétricos com capacidades BIM — Building Information Model)
  • High Performance Directors and Coaches for high-level sports organisations (diretores e treinadores de alto desempenho para organizações esportivas de alto nível)

Os topógrafos são considerados os economistas da indústria da construção e também são referidos como consultores de custo de construção.

Já os diretores de alta performance em esportes têm como objetivo elevar o nível dos atletas irlandeses, construindo uma estrutura de treinamento progressiva. O diretor é quem lidera os treinadores de uma equipe, por exemplo.

Além dessas, profissões de áreas como Ciências Naturais e Sociais, TI, Serviço Social, Enfermagem e Obstetrícia, Terapia, Ensino, Administração, Mídia, Design, Marketing, entre outras, configuram a lista de critical skills da Irlanda.

Profissões possíveis para Licença Geral de Emprego

Foto: Pxhere

Soldadores e trabalhadores em chapa metálica são algumas das profissões que agora estão entre as permitidas para licença geral de emprego, o que pode dar direito a um dos vistos na Irlanda. Foto: Pxhere

A General Employment Permit (Licença Geral de Emprego) é uma outra questão. Tais licenças são liberadas pelo governo para atrair cidadãos de outros países fora da União Europeia para ocupações que vêm enfrentando escassez de mão de obra ou de qualificação, mas não são consideradas “critical skills”.

O governo avalia caso a caso os pedidos feitos pelas empresas. Porém, tais profissões não podem estar na lista de ocupações inelegíveis, que de forma alguma são liberadas para vistos de trabalho (veja abaixo).

Nessa nova mudança do governo, a Irlanda retirou algumas profissões da lista de ocupações inelegíveis, ou seja, possibilitando que empresas contratem pessoal estrangeiro com autorização geral de trabalho.

Algumas dessas profissões apresentam uma cota máxima de contratações.

O interessante é que muitas delas, no Brasil, são consideradas sub-empregos e, com a mudança, pode ser a oportunidade para quem quer ter uma experiência profissional fora do país, mesmo em áreas consideradas mais triviais.

Categorias inelegíveis para visto

O governo atualiza, anualmente, uma longa lista de profissões inelegíveis para visto de trabalho. Isso quer dizer que os candidatos a esses empregos não podem solicitar permissões de trabalho.

São postos em áreas como hospitalidade, hotelaria, limpeza, preparação de alimentos, cuidadores de crianças, idosos e animais, entre muitas outras disponíveis no site do departamento de Negócios, Empresas e Inovação (DBI).

No que diz respeito ao plano de autorização de dependentes, parceiros e cônjuges, os cidadãos estrangeiros são elegíveis para realizar qualquer emprego nessa lista.

Visto stamp 1G

Graduate Scheme – Stamp G1 é um programa que dá aos estudantes graduandos o direito de trabalhar full time no país pelo período máximo de 24 meses. Esse é um dos mais novos vistos na Irlanda.

O objetivo é dar a esses profissionais recém-graduados a oportunidade de encontrar um trabalho que lhes conceda o work permit ou o green card.

Assim, após concluir os seus estudos, os estudantes que aplicarem para esse visto recebem em seu passaporte o Stamp 1G.

De acordo com o órgão, essa mudança tem como objetivo distinguir esse grupo de estudantes dos demais, além de deixar claro para os empregadores que esses profissionais podem ser contratados para trabalhar em período integral.

Tem dúvidas sobre o Graduate Scheme? Confira abaixo alguns pontos essenciais que levantamos para você se inteirar sobre o tema.

Como funciona o Graduate Scheme?

Estudantes matriculados em cursos superiores, reconhecidos pelo governo irlandês, integrantes da ILEP e que tenham nível QQI 7 a 10, podem aplicar para o Stamp 1G assim que receberem os resultados dos exames finais do seu curso.

O objetivo é dar a esses estudantes recém-formados a chance de batalhar por uma colocação no mercado de trabalho irlandês.

Qual a duração do visto?

A duração do visto varia de acordo com o curso escolhido pelo estudante, desde que ele tenha nível QQI de 8 a 10, o que engloba cursos de graduação, pós, mestrado e doutorado.

Graduandos em cursos nível QQI 8 podem permanecer no país por 12 meses. A grande mudança diz respeito a formandos de cursos mestrado e doutorado com nível QQI 9 e 10, cujo período de permanência no país sob o visto 1G foi estendido de 12 para 24 meses.

No caso de estudantes matriculados em cursos de graduação cujo nível QQI seja 7 e que se formem até dezembro de 2019, é possível aplicar para o Stamp 1G. Entretanto, a duração do visto é de apenas seis meses. Estudantes matriculados em cursos nível 7, a partir de junho de 2017, não terão direito ao visto 1G após concluírem seus estudos.

É possível renovar?

Não, esse visto é concedido apenas uma vez. Portanto, estudantes graduados em cursos de pós-graduação que atualmente tenham o Stamp 1G válido por 12 meses não podem renovar o visto por mais um ano.

Posso voltar a estudar quando o visto expirar?

Sim, após o término do visto, é possível retomar os estudos, desde que o curso escolhido tenha um nível QQI superior ao anterior.

Também é essencial destacar que estudantes de graduação podem permanecer no país por um período limite de sete anos, incluindo os 12 meses do visto 1G. No caso de estudantes de mestrado e doutorado (nível QQI 9 e 10), o tempo limite para permanência no país, incluindo o tempo sob o visto 1G, é de oito anos.

Como aplicar?

Para obter esse visto, é necessário se dirigir à Imigração munido de passaporte e histórico escolar comprovando os resultados dos seus exames na universidade. Estudantes que moram em Dublin devem agendar o atendimento no portal do INIS. Formandos residentes em outras cidades do país devem comparecer no centro de registros da Garda local. A lista de endereços está disponível aqui.

Mais informações sobre o Stamp 1G podem ser encontradas no portal do INIS. Lá também estão disponíveis detalhes sobre o Graduate Scheme.

Stamp 3 - Visto de Residência para dependentes e acompanhantes

O visto Stamp 3 é concedido a esposas, maridos e dependentes de cidadãos não europeus que têm o direito de trabalhar legalmente na Irlanda (diferente do Stamp 4, que é indicado para acompanhantes de cidadãos europeus).

O governo irlandês anunciou recentemente que portadores do visto Stamp 3 têm livre acesso ao mercado de trabalho no país.

A medida entrou em vigor em 1º de abril de 2019.

Portadores do stamp 3 elegíveis terão acesso ao mercado de trabalho Irlandês. Foto: Nomadsoul1 | Dreamstime

Portadores do Stamp 3 elegíveis terão acesso ao mercado de trabalho Irlandês. Foto: Nomadsoul1 | Dreamstime

Como funciona?

Na chegada à Irlanda, cônjuges e parceiros elegíveis recebem uma permissão de imigração com direito automático ao trabalho.

Para os portadores do visto Stamp 3 que já residem no país, é necessário comparecer à unidade de imigração mais próxima. Entre os requisitos, é preciso estar acompanhado do cônjuge portador do Critical Skills para que um novo cartão IRP (Irish Residence Permit) seja emitido, dessa vez com o visto Stamp 1.

Reform Stamp 3

A iniciativa do governo é uma resposta positiva à campanha Reform Stamp 3, lançada em 2019, pedindo ao governo que educasse os empregadores, para eles entenderem que os titulares da chamada permissão Stamp 3 estão legalmente autorizados a se candidatar ao trabalho.

Eles também queriam que fosse introduzido um novo selo de imigração que reconhecesse o direito legal dos familiares dependentes de se candidatarem a empregos.

A regra atual prevê que essas pessoas precisam obter uma proposta de emprego para aplicar para o visto de trabalho específico. Nesse caso, chamado de Dependant / Partner / Spouse Employment Permit.

Diante disso, a campanha Reform Stamp 3 solicitava que o tempo de registro das autorizações de trabalho fosse mais curto, não ultrapassando duas semanas, o que, consequentemente, evitaria que essas pessoas perdessem oportunidades de trabalho.

Leia também: Como é trabalhar e estudar na Irlanda?

O perfil de muitos portadores do visto Stamp 3 na Irlanda é composto por profissionais qualificados que, tecnicamente, poderiam preencher vagas de trabalho no país.

Devido à burocracia que essas pessoas precisavam enfrentar para se colocar no mercado de trabalho irlandês, há muitos casos de famílias que deixaram a Irlanda mais cedo do que o planejado porque os cônjuges ou parceiros não conseguiram um emprego.

A mudança das regras vai permitir que essas famílias se estabeleçam rapidamente no país e se integrem à sociedade com mais facilidade.

Stamp 4 - Visto de residência para casados com Irlandeses ou europeus

O Stamp 4 é concedido àqueles que se casam ou têm relacionamento (Facto Relationship) com irlandeses ou europeus que vivem na Irlanda.

Esse é um dos vistos na Irlanda que permite o trabalho full time.

No primeiro caso, basta estar casado ou casada com um cidadão ou cidadã europeu e aplicar para o Visto Stamp 4.

O processo é mais fácil, com documentação exigindo documentos como contas conjuntas, provas de que o relacionamento é real (como fotografias em viagens, relação com a família, etc), entre outros.

O que é o “Facto Relationship”?

O Facto Relationship é um visto concedido a não europeus que estejam numa relação genuína com um irlandês.Foto: Avany Franca

O Facto Relationship é um visto concedido a não europeus que estejam numa relação genuína com um irlandês. Foto: Avany Franca

O Facto Relationship é, na verdade, uma espécie de visto concedido a não europeus que estejam numa relação genuína com um irlandês.

Quais as diferenças de um casamento convencional?

Muitas. Primeiro, porque não se trata de um casamento. É apenas um documento que atesta que você e o dito(a) cujo(a) estão num relacionamento de longa data e desejam torná-lo legal.

O FR é bem apropriado para aquele casal que ainda não está disposto a subir no altar, mas quer oficializar a união perante o governo.

O objetivo principal é tornar a permanência do parceiro(a) não europeu menos limitada, já que ele dá acesso ao sistema de trabalho sem restrições. Vale lembrar que, com o FR, você estará  diretamente ligada(o) ao parceiro(a) que, ao assinar a aplicação, afirma ser seu responsável dali para frente.

Documentação

Para dar entrada no processo, o Serviço de Imigração e Naturalização da Irlanda – INIS apenas solicita a lista de documentos abaixo, que por sinal é bem simples. Porém, prepare-se para organizar um dossiê, uma vez que é imprescindível provar estar num relacionamento genuíno por mais de dois anos.

E vale tudo. Fotografias datadas, e-mails antigos, aquela foto bonita de vocês dois na festinha do sobrinho dele(a), passagens aéreas de viagens, comprovantes de aluguel, contas conjuntas ou qualquer outra evidência de que vocês morem juntos.

Os documentos solicitados são:

  • cópia atual do passaporte de ambos;
  • provas de finanças entre ambos;
  • evidências que provem a duração de, pelo menos, dois anos do relacionamento (contrato de locação, contas, extratos bancários ou qualquer tipo de documento válido que prove que você e o dito cujo compartilham o mesmo teto).

Vale lembrar, ainda, que a qualquer momento do processo outros documentos podem ser solicitados pela imigração, e isso pode variar muito de caso a caso.

Outra coisa importante, embora não seja exigido que vocês residam sob o mesmo teto: a possibilidade de se conseguir o visto para quem vive separadamente é infinitamente menor, como afirmam os advogados da Brophy Solicitors.

Quais são as reais vantagens?

A primeira de todas é a questão da empregabilidade. Uma vez com o visto Stamp 4 na mão, você estará liberado para aplicar para qualquer trabalho full time.

Diferentemente do visto de estudante, que autoriza apenas 20h de trabalho semanal, o famoso Part Time, e 40h semanais só no período das férias.

Segundo, a economia no bolso. Sim, porque, com o FR, você não precisará mais estar atrelado à escola nem comprovar dinheiro na conta e todas as outras exigências básicas para aqueles que contam com apenas o visto Stamp 2.

Recebo o visto na hora?

O procedimento para aprovação do processo pode levar até 12 meses e, enquanto o pedido não for concedido, o requisitante continuará com as limitações do visto que tem no momento.

A boa notícia é que alguns brasileiros que já passaram por esse processo afirmaram ter recebido o visto em cerca de cinco meses.

Vai que dá sorte.

E o que acontece quando minha permissão for concedida?

Você tem direito a permanecer no país por um período de 12 meses, poderá trabalhar full time e já pode correr no escritório da imigração para trocar o seu Irish Residence Permit – IRP, que agora terá a Stamp 4.

Ah, uma observação importante, se você estiver com uma ordem de deportação, nem adianta recorrer ao FR. Está ilegal? Também esqueça. Para qualquer processo de solicitação de visto, ter um visto válido no momento da aplicação é fator primordial. Você tem que estar legal.

E se eu não conseguir?

Bom, nesse caso, vale conversar com o oficial e procurar saber o motivo para a negativa. Geralmente, isso acontece quando eles descobrem alguma maracutaia ou divergências nas informações prestadas.

Então, se você está realmente interessado em partir para esse processo, antes de mais nada, cheque e recheque as provas do relacionamento.

Viro europeu(ia) com o FR?

Não, não, não. O FR é uma situação temporária, que depende da sua relação com o irlandes(esa). Se vocês terminarem e, depois dos 12 meses, o fofo não for com você na Imigração para renovar o visto, já era.

O visto Stamp 4 com base no FR também não lhe garante nenhum direito  a serviços públicos ou governamentais. Porém, após cinco anos portando visto Stamp 4, o cidadão poderá  aplicar para a cidadania.

Visto 4S

O ministro da justiça irlandês, Charlie Flanagan, anunciou o lançamento de um programa que vai permitir alguns cidadãos não europeus permanecerem na Irlanda. A medida deve beneficiar, principalmente, estudantes que vieram para o país entre 2005 e 2010.

Além dos estudantes, o programa deve favorecer uma quantidade significativa de pessoas que residem no país há vários anos e que fazem parte das pessoas “indocumentadas”, ou seja, que por algum motivo perderam a permissão de permanecer no país.

De acordo com o Centro de Direitos dos Imigrantes na Irlanda, a iniciativa do governo irlandês pode beneficiar mais de 5 mil pessoas.

Visto stamp 4S vai beneficiar estudantes que chegaram na Irlanda entre 2005 e 2010. Foto: DCU

Visto Stamp 4S vai beneficiar estudantes que chegaram na Irlanda entre 2005 e 2010. Foto: DCU

Como vai funcionar?

Podem se inscrever cidadãos de fora da União Europeia que residam na Irlanda atualmente e que tenham permissão válida de estudante durante o período de 1º de janeiro de 2005 a 31 de dezembro de 2010 e que não tenham, no período intermediário, adquirido uma permissão alternativa de imigração.

Os imigrantes elegíveis poderão adquirir uma permissão de permanência no país válida por um período inicial de dois anos. Sendo que, ao final desse período, essas pessoas devem comprovar que são autossuficientes, com conhecimentos da língua inglesa e que não são um fardo para o Estado, além de não estarem envolvidas em atividades criminosas.

Ao anunciar o programa, o ministro da justiça afirmou que espera que aqueles que se beneficiam dele, por sua vez, beneficiem a economia irlandesa.

O INIS ressalta que esse programa não permite reagrupamento familiar. Entretanto, as circunstâncias familiares dessas pessoas serão levadas em consideração. Portanto, familiares desses imigrantes, como marido/esposa, parceiros, filhos ou crianças dependentes, poderão receber permissão para permanecer no país sob o programa, desde que já morem na Irlanda.

Os candidatos aprovados receberão o Stamp 4S, que dará a esses imigrantes a oportunidade de viver e trabalhar na Irlanda sem a necessidade de aplicar para um visto de trabalho.

Esse visto será válido por dois anos. Após o período, os candidatos que comprovarem terem cumprido os requisitos para o visto Stamp 4S poderão aplicar para o Stamp 4, que será válido por 12 meses, podendo ser renovado após esse período.

Como aplicar

Inscrições devem ser feitas online, pelo portal do INIS. Foto: INIS

Inscrições devem ser feitas online, pelo portal do INIS. Foto: INIS

Todas as candidaturas devem ser submetidas online por meio  do portal do INIS. Você deve preencher o formulário e anexar toda a documentação exigida. E atenção, o INIS não aceitará inscrições pelos correios. Os documentos exigidos para o Stamp 4S são:

– formulário de inscrição preenchido;

– cópia colorida de todas as páginas dos seus passaportes anteriores e atuais, mostrando todas as suas permissões de imigração para o estado ou qualquer outro país, incluindo todos os selos de entrada e saída de qualquer país, do período de 2005 até a data atual;

– cópia da sua última Permissão de Residência Irlandesa (IRP) ou Cartão GNIB;

– documentação financeira comprovando residência contínua no Estado. Isso pode incluir cópias de declarações fiscais e outros documentos emitidos pelo Estado;

– evidência de que você viveu na Irlanda até os dias de hoje – cópias de contas de serviços públicos, contrato de arrendamento;

– documentação mostrando links com sua comunidade local também podem ser úteis.

Taxa de inscrição

Para se candidatar para o visto, é necessário pagar uma taxa inicial, e não reembolsável, de 250 euros para o processamento do pedido. Uma taxa adicional de 450 euros também deve ser paga no momento da inscrição. Entretanto, esse valor será reembolsado caso o pedido não seja bem-sucedido. Os 700 euros devem ser pagos utilizando cartão de crédito ou débito ou conta do PayPal.

Os candidatos selecionados receberão uma carta do INIS e deverão realizar o agendamento online para registro com a imigração. No caso de cidadãos que vivem fora de Dublin, o registro será realizado no escritório local da Garda. No momento do registro, será necessário pagar uma taxa de 300 euros para emissão do cartão Irish Residence Permit (IRP) que será válido por dois anos.

Como solicitar o Irish Residencial Permit (IRP) sendo estudante

Desde dezembro de 2017, o antigo GNIB mudou de nome e de cara.

Ele agora se chama Irish Residence Permit (IRP) e, de acordo com o INIS, órgão de imigração irlandês, o objetivo da mudança é alinhar o registro e identificação dos imigrantes da Irlanda de acordo com os padrões já utilizados por outros países da União Europeia.

Reprodução: The Irish Times

Essa imagem pode finalmente ficar no passado. Reprodução: The Irish Times

Após muitos meses de filas intermináveis, muita reclamação e demanda crescente, finalmente entra no ar o sistema online de agendamento para solicitação de visto em Dublin.

E isso vale para qualquer cidadão não europeu que escolheu a capital irlandesa como novo endereço e que tenha intenções de permanecer no país por um período superior a 90 dias.

Seja como estudante de línguas, cursos universitários, com propósito de trabalho ou para as demais categorias de vistos na Irlanda dedicadas a não europeus.

Como funcionará a partir de agora? Vamos ao passo a passo!

Todo estudante não europeu que pretende permanecer no país, para um período de estudos superior a 90 dias, terá 30 dias, desde a chegada ao país, para solicitar o visto de estudante Stamp 2. Para isso, o primeiro passo é agilizar a documentação necessária assim que você pisar em solo verde.

Passo 1: Providenciar a documentação para a solicitação do IRP e do visto de estudante

Para um estudante de línguas matriculado em um curso de 25 semanas, os documentos necessários são:

  • passaporte válido;
  • carta da escola (curso fulltime,  em horário diurno – entre 9h e 17h – e duração semanal mínima de 15h);
  • comprovação dos 3 mil euros;
  • comprovação do seguro-saúde governamental / seguro privado;
  • 300 euros – valor pago por meio de cartão de débito/crédito no ato da emissão do IRP.

Obs: Vale lembrar que, com as mudanças anteriores, a carta da escola também precisa apresentar o seguro de proteção ao estudante. Ele garante que, em caso de problemas na instituição de ensino, você será relocado para outra instituição equivalente.

Passo 2: Hora de testar o novo sistema de marcação ONLINE

Acesse o link: burghquayregistrationoffice.inis.gov.ie

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Reprodução

Duas informações importantes!  Primeiro, o sistema de marcação online é válido apenas para a Imigração em Dublin: Burgh Quay Registration Office.

Segundo, antes de solicitar o agendamento, tenha em mãos o passaporte, o seu endereço de e-mail e o IRP, se for uma renovação.

•  Se essa for a sua primeira vez no sistema, clique na primeira opção: MAKE APPOINTMENT. Como indicado na figura abaixo, você também poderá, posteriormente, checar e, até, cancelar o seu agendamento, escolhendo uma das demais opções.

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Na janela seguinte, preencha os dados de acordo com o visto solicitado. Nesse caso, o English Language Course (para estudantes de língua).

CATEGORY: Nesse caso, vamos clicar na opção STUDY

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SUB CATEGORY: Para escolher o tipo de curso que você frequentará

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“I have a GNIB card or I have been registered before”: Escolha a opção NÃO caso essa seja a sua primeira solicitação do GNIB.

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Confirme que você está ciente das condições necessárias para o visto

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O próximo passo é preencher o formulário com seus dados pessoais e clicar em: LOOK FOR APPOINTMENT.

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Escolha a data do seu agendamento. Você pode solicitar ao sistema o agendamento para a data mais próxima ou indicar uma data específica.

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Uma vez escolhida a data, o sistema vai gerar a confirmação do agendamento, como segue abaixo.

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Vale ler atentamente as instruções no agendamento para evitar transtornos no dia indicado.

  • Não esqueça de imprimir e levar o comprovante de agendamento no dia marcado.
  • Chegue com 10 minutos de antecedência do seu agendamento. O objetivo do sistema é justamente evitar aglomerações.
  • Teoricamente, você será atendido no horário exato do seu agendamento. Porém, o documento indica que, em momentos de pico, podem acontecer atrasos.
  • Preencha com cuidado a categoria do visto, pois, caso esteja incorreto, o seu agendamento será desconsiderado.
  • E, para finalizar, confira com atenção se você tem todos os documentos necessários para aplicar para o visto. Caso contrário, terá que agendar novamente.

Para reforçar, segue abaixo a lista de documentos exigidos para o visto, de acordo com o site:

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Reprodução

O processo de agendamento levou exatamente 12 minutos e a confirmação por e-mail chegou 10 minutos depois da finalização do agendamento! Agora é cruzar os dedos e acreditar que, no dia marcado  tudo seja tão rápido e eficiente como o sistema online!

Vale lembrar, mais uma vez, que o sistema online, por hora, é para atendimento apenas no departamento de imigração em Dublin, localizado na Burgh Quay Registration Office. Até o momento, não há informação de que o sistema de agendamento online será estendido para outros condados.

Como renovar seu visto irlandês

Eis que chega o dia, na verdade, não exatamente o dia, mas o mês em que seu visto vai expirar.

A renovação do visto de estudante é uma das principais dúvidas dos E-Dubliners que pretendem estender a sua temporada na Irlanda.

O processo é bem similar ao de quando desembarcamos na Irlanda. No entanto, a principal diferença se deve ao fato de não ser necessário comprovar novamente os três mil euros na conta corrente.

Por onde começar?

Como renovar visto na Irlanda. Foto: creativeart | Freepik

Como renovar visto na Irlanda. Foto: creativeart | Freepik

O primeiro passo para a renovação do visto de estudante é se matricular em uma instituição de ensino irlandesa. De acordo com as reformas no setor, recentemente anunciadas pelo governo irlandês, a partir do dia 1º de outubro de 2015, apenas escolas de inglês presentes na ILEP, sigla para Interim List of Elegible Programmes, poderão emitir a carta de visto aos estudantes estrangeiros.

Se, no seu caso, a renovação deve ser realizada antes da emissão dessa lista, certifique-se de que a escola escolhida tenha o Acels e forneça, em contrato, proteção aos alunos no caso de encerramento das atividades. Isso é um fator muito importante, já que a Ministra da Educação irlandesa, Jan O’Sullivan, anunciou que mais escolas devem fechar num futuro próximo.

Para quem pretende se matricular em um curso de educação superior, a lista das instituições autorizadas a emitirem o visto a estudantes já foi publicada e pode ser consultada aqui.

Documentos necessários

De acordo com o INIS (Irish Naturalisation and Immigration Service), para a renovação do visto de estudante, também é necessário comprovar o mínimo de 80% de presença no curso anterior. Essa comprovação é realizada por meio de uma carta emitida pela escola onde você estudou.

Também é necessário um comprovante de matrícula da nova escola, informando que as taxas foram pagas em sua totalidade, assim como o seguro-saúde, com cobertura mínima de 30 mil euros.

Como proceder?

Com toda a documentação e passaporte em mãos, basta ir até a imigração para tirar o seu novo cartão Irish Residence Permit — IRP — e pagar a taxa de 300 euros.

Desde o dia 30 de setembro de 2015, o visto de estudante para alunos de cursos de inglês passou a ter a duração de 8 meses. Mesmo que seu visto antigo seja de um ano, quando você for renová-lo, vale a nova regra — 8 meses!

Os estudantes que tiverem menos de 80% de presença nas aulas do seu curso anterior ganharão apenas 3 meses de extensão do visto. Isso é feito para o aluno conseguir provar que está frequentando as aulas do novo curso. Após esse período, é possível estender o visto para o restante do ano acadêmico. Porém, também é necessário pagar novamente a taxa de 300 euros para a retirada do novo IRP.

Quantas vezes posso renovar?

Estudantes matriculados em cursos de inglês podem renovar o visto mais duas vezes depois de seu visto inicial, num total de 3 ciclos do visto.

Já no caso de alunos que resolverem aproveitar a temporada na Irlanda para investir em um curso de graduação ou pós, o limite máximo de permanência no país não pode ser superior a sete anos.

Tenho que renovar em outro curso de inglês?

Não necessariamente. Entretanto, com a reforma no sistema educacional para estudantes não europeus, cursos técnicos não dão mais direito ao visto de estudante.

A partir de agora, apenas cursos de graduação, pós, mestrado e doutorado presentes na ILEP dão direito ao visto a estudantes estrangeiros que não queiram mais continuar com o inglês.

Onde tirar o visto no interior da Irlanda

Imigração Irlandesa em Dublin

Imigração Irlandesa em Dublin

Com o passar dos anos, fazer intercâmbio na Irlanda deixou de significar viver essa experiência apenas em Dublin. O volume de estudantes aumentou e o número de escolas também. Assim, outras regiões do país também passaram a investir na recepção de estudantes internacionais.

Com isso, muitas pessoas perguntam se quem vai estudar em outros condados irlandeses terá que ir até Dublin para providenciar as questões burocráticas, como o depósito dos 3 mil euros exigidos, contratação do seguro saúde e outros detalhes. A resposta é NÃO!

Em Galway, Cork, Limerick, Carlow ou qualquer outra região do país, existe o famoso Immigration Office, que, na maioria das vezes, é uma salinha dentro da Garda Station (Unidade Policial). A superboa notícia é que, nos demais destinos, pela demanda ser muito inferior a Dublin, o processo pode ser muito mais rápido, muita vezes não sendo necessário nem mesmo o agendamento. É claro que isso não é regra.

Em Ennis, na parte oeste do país, por exemplo, você precisa apenas ligar para o escritório da imigração e marcar a data. Em Limerick, o agendamento não é necessário, mas o atendimento a estudantes ocorre em dias específicos da semana.

Ou seja, onde quer que você esteja, assim que desembarcar na cidade, informe-se sobre o processo para a solicitação do visto de estudante (Irish Residence Permit — IRP), para evitar transtornos e atrasos.

O que você precisará levar?

  • Passaporte
  • Seguro Privado Irlandês ou o Seguro Governamental
  • Comprovação dos 3 mil euros
  • Carta da Escola comprovando o curso pago, incluindo a proteção ao estudante (Learner Protection)
  • 300 euros, valor do cartão Irish Residence Permit — IRP

Vale lembrar que, em Dublin, por conta da demanda crescente e das filas que se tornaram constantes, em 2016 foi lançado um sistema de agendamento online, sendo dispensável a ida sem marcação ao escritório da imigração.

Para saber mais informações e o endereço dos escritórios em outros condados, basta clicar aqui.

Dupla cidadania: será que você tem direiro a uma?

Como tirar a Cidadania Irlandesa?

O passaporte irlandês está no topo da lista dos mais valorizados do mundo, garantindo a entrada sem a necessidade de visto em 170 países. Nesse parâmetro, até que o documento brasileiro não faz feio, possibilitando a entrada em 146 países e ocupando a 19ª posição no ranking mundial.

Quem pode solicitar a cidadania irlandesa? Foto: Cafebeanz Company | Dreamstime

Nós já abordamos aqui como adquirir as cidadanias italianaespanhola e portuguesa. Portanto, dando continuidade à série, descubra hoje, aqui, quem tem direito à cidadania irlandesa.

Primeiramente, é importante saber que existem três tipos de cidadania irlandesa, sendo por nascimento, pela descendência e também por naturalização. Veja como funciona cada uma delas.

Cidadania por nascimento

Nesse caso, são reconhecidas automaticamente como irlandesas crianças nascidas no território irlandês. No caso de filhos de estrangeiros nascidos aqui, a regra é válida desde que o pai ou a mãe também tenham nascido na Irlanda.

Cidadania por descendência

Filhos de pais irlandeses nascidos no exterior automaticamente têm direito à cidadania irlandesa. No caso de quem tiver avós irlandeses, também é possível reivindicar a cidadania irlandesa. Para quem se enquadra nessa situação, o ideal é procurar a Embaixada Irlandesa ou o Consulado Irlandês em seu país de origem para dar início ao processo.

Para quem tem bisavós irlandeses, é possível solicitar a cidadania desde que um de seus pais tenham reivindicado e obtido a cidadania irlandesa antes do seu nascimento.

Qualquer cidadão nascido em solo irlandês, em que ambos os pais sejam estrangeiros, adotará a nacionalidade dos pais e não terá direito à nacionalidade irlandesa, de acordo com a lei que vigora desde 1 de janeiro de 2005.

Cidadania por naturalização

Não se encaixou nas duas situações anteriores? Então só resta a possibilidade de adquirir a cidadania irlandesa por naturalização. Mas, enfim, quem pode ter esperanças?

Cidadãos não europeus que têm visto de residência permanente no país podem aplicar para a cidadania irlandesa. Antes da aplicação, é necessário ter 1 ano contínuo de residência no país e, durante os 8 anos que precederam essa data, é essencial ter cumprido o total de 1460 dias de residência na Irlanda (4 anos). Ou seja, no total, é necessário ter 5 anos de residência reconhecida na Irlanda dentro de um período de 9 anos. O portal do  INIS (Irish Naturalisation and Immigration Service) disponibiliza, neste link, uma ferramenta com a qual é possível fazer o cálculo exato do seu período de residência no país.

Também estão entre os requisitos para se obter a cidadania irlandesa por naturalização a necessidade de ser maior de 18 anos, não ter registro criminal ou a intenção de deixar o país.

Lembramos, aqui, que também podem solicitar a naturalização estrangeiros casados com irlandeses por um período superior a 3 anos e que, antes da aplicação para a cidadania, tenham vivido ininterruptamente no país por, no mínimo, um ano. Antes desse período de 12 meses, é preciso ter morado na Irlanda por, no mínimo, mais 2 anos e, após a naturalização ser concedida, a pessoa pretenda continuar morando no país.

Aí vem outra dúvida: tenho visto de estudante e moro na Irlanda há mais de quatro anos. Posso aplicar para essa cidadania? A resposta é não. Infelizmente, como dissemos, só se enquadram nessa situação os estrangeiros que têm visto de residência permanente no país.

Custos e prazos

O processo para aplicação da cidadania irlandesa é bem demorado e pode levar até 18 meses para que se obtenha uma resposta. Se aprovada, é possível aplicar para um passaporte irlandês imediatamente.

Para aplicar, é necessário o pagamento de uma taxa de 175 euros. Após a solicitação ser aprovada, é preciso efetuar o pagamento de uma nova taxa para a obtenção do documento. Nesse caso, o valor varia de 200 a 950 euros. Todas as tarifas podem ser consultadas neste link.

Recentemente, o governo irlandês anunciou uma regra mais restritiva com relação ao requerimento da cidadania. A resolução indica que, para aplicar para a naturalização irlandesa, o requerente precisará permanecer no país continuamente, ou seja, sem sair nem mesmo um dia, pelos 365 dias anteriores ao dia da aplicação. A determinação gerou grande polêmica e está em análise para uma possível alteração.

Contatos importantes

INIS (Irish Naturalisation and Immigration Service)

Formulários para aplicação de cidadania

Department of Foreign Affairs

Citizens Information

 

Links Úteis

NASCIRELAND

CITIZEN INFORMATION 

NON EUROPEAN PARENTS

INIS

INIS NATURALIZATION

Este guia foi produzido pela colaboradora: Irene Canadinhas

Rael Pimenta, Mineira, casada, mãe de dois meninos, jornalista por formação, empreendedora, amante de viagens e causos da vida real. Apaixonada pela Irlanda desde 2011, quando desembarcou na Ilha para um intercâmbio.

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