‘Prisão perpétua’: Brasileiro condenado pelo assassinato da ex-namorada na Irlanda pode ficar menos tempo na cadeia do que se imagina
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O brasileiro Miller Pacheco, de 32 anos, foi condenado à “prisão perpétua” nesta sexta-feira (23) pelo assassinato da ex-namorada Bruna Fonseca, de 28 anos, ocorrido em um apartamento no centro de Cork, no dia 1º de janeiro de 2023.
Segundo informações da imprensa irlandesa, a sentença foi proferida no Central Criminal Court, após o júri considerá-lo culpado pelo crime. Durante a audiência, Pacheco aceitou o veredito, pediu desculpas à família da vítima e, segundo sua defesa, não irá recorrer da decisão.
“Life sentence”, que na tradução livre significa “prisão perpétua”, porém, pode não ser tão duradoura assim.
Na Irlanda, “life sentence” não significa automaticamente prisão até o fim da vida.
É uma condenação por tempo indeterminado, aplicada a crimes muito graves, como homicídio. A pessoa não recebe um número fixo de anos e pode, em alguns casos, pedir liberdade condicional após cumprir um período mínimo na prisão.
Dados recentes mostram que esse tipo de pena é cada vez mais comum: reportagens nacionais indicaram que, em 2024, o número de pessoas cumprindo life sentences na Irlanda ultrapassou 500, o nível mais alto já registado no país. Em 2026, esse número continua nessa mesma ordem de grandeza.
Mesmo quando há libertação condicional, a condenação permanece válida por toda a vida — e a pessoa pode voltar à prisão se violar as condições impostas.
Ou seja, é uma pena potencialmente vitalícia, com possibilidade de revisão, mas sem garantia de liberdade.
Crime e condenação
Bruna Fonseca chegou à Irlanda em setembro de 2022, vinda do Brasil, em busca de uma vida melhor. Formada em Biblioteconomia, ela trabalhava em Cork enquanto estudava inglês. Tinha se mudado para o país acompanhada da sobrinha.
Ela manteve um relacionamento de cerca de cinco anos com Miller Pacheco no Brasil. Ele viajou para a Irlanda em novembro de 2022, mas o casal terminou o relacionamento poucos dias após a chegada dele.
Segundo informações do tribunal divulgadas na imprensa, Miller Pacheco não aceitou o fim do relacionamento e tirou de Bruna o direito de seguir com a própria vida. A juíza Siobhan Lankford descreveu Bruna como uma “jovem excepcional” e afirmou que ela não era um “troféu”, nem alguém que pudesse ser “ganha ou perdida”.
O júri levou apenas uma hora e dois minutos para chegar ao veredito de culpa pelo assassinato cometido no apartamento de Miller, na Liberty Street, em Cork.
Durante o processo, foi revelado que Miller Pacheco enviou mais de 2 mil mensagens para Bruna entre sua chegada à Irlanda e o dia do crime. Ele afirmou à polícia que não teve intenção de matá-la e disse que “não era um monstro”.
Bruna morreu por asfixia causada por estrangulamento manual e que apresentava mais de 65 lesões internas e externas.

Capas de jornais irlandeses destacam morte de Bruna. Imagem: Reprodução
O ex-companheiro de Bruna Fonseca é acusado de tê-la assassinado. Miller Pacheco, 29, que também é brasileiro, compareceu a uma sessão especial do Tribunal Distrital de Cork.
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