Imigrantes na Irlanda: estudo mostra dados reais vs percepção dos irlandeses sobre o assunto

Imigrantes na Irlanda: estudo mostra dados reais vs percepção dos irlandeses sobre o assunto

edublin Press

11 horas atrás

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Uma nova pesquisa do Economic and Social Research Institute (ESRI) mostra que muitos irlandeses acreditam que a imigração acontece em uma escala muito maior do que a real, e que essa percepção equivocada está diretamente ligada a atitudes mais negativas sobre imigração na Irlanda.

O estudo, financiado pelo Departamento de Justiça, Assuntos Internos e Migração, ouviu 1.200 adultos em uma pesquisa online representativa da população do país.

Além de opiniões, os participantes foram convidados a estimar números concretos sobre imigração — e os resultados revelam diferenças significativas entre percepção e realidade.

Quantos imigrantes vivem na Irlanda? A diferença entre percepção e dados oficiais

A percepção da população é de que há mais imigrantes na Irlanda do que é a realidade. Foto: Envato

Segundo os dados oficiais, entre 18,8% e 21,7% da população da Irlanda nasceu fora do país. No entanto, os participantes da pesquisa estimaram que esse número seria 27,8%.

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Quando o recorte considera apenas pessoas nascidas fora da União Europeia, Reino Unido e América do Norte, a distorção continua:

  • Dado real: entre 7% e 9,2%
  • Percepção: 13,5%

Um dos erros mais relevantes apontados pelo estudo está nos motivos que levam pessoas a migrar para a Irlanda.

  • Cerca de 46% migram por motivo de trabalho e estudo, mas na visão dos pesquisados a taxa é de apenas 19,2%.
  • No caso de reunião familiar, o dado real é de 3,2%, contra 15,1% estimados.
  • Apenas 11,5% estão sobre proteção internacional (sem contar imigrantes da Ucrânia), sendo que a percepção dos entrevistados é de 18,3%.

Ou seja, a imigração ligada a trabalho e educação é fortemente subestimada, enquanto pedidos de asilo e imigração familiar são superestimados.

O estudo também mostra que imigrantes na Irlanda têm, em média, taxas mais altas de emprego e escolaridade, mas a população acredita no oposto.

Trabalho

  • Real: 76,8%
  • Estimado: 51,5%

Ensino superior (terceiro nível)

  • Real: 58,5%
  • Estimado: 34,4%

Ou seja, imigrantes são, em média, mais empregados e mais escolarizados do que a população acredita.

As maiores distorções aparecem nos temas mais sensíveis do debate público.

Moradia social

  • Irlandeses: Real: 9,2% – Estimado: 36,7%
  • Imigrantes: Real: 6,1% – Estimado: 43,8%

População prisional

  • Irlandeses: Real: 79,3% – Estimado: 66,7%
  • Não irlandeses: Real: 20,7% – Estimado: 28,2%
  • Imigrantes de fora UE, Reino Unido e América do Norte: Real: 7,7% – Estimado: 18,5%

Esses números mostram que imigrantes são percebidos como muito mais presentes na moradia social e no sistema prisional do que realmente são.

Por que isso importa?

O estudo conclui que quanto mais imprecisa é a percepção sobre imigração na Irlanda, maior a chance de atitudes negativas em relação ao tema.

Superestimar pedidos de asilo e subestimar imigração por trabalho e estudo são os fatores mais associados à rejeição.

Apesar disso, a pesquisa reforça que a maioria da população irlandesa ainda mantém uma visão positiva sobre imigração, mas alerta para o risco de desinformação distorcer o debate público.

Segundo Dr. Shane Timmons, pesquisador sênior do ESRI e autor principal do estudo: “As pessoas que têm atitudes mais negativas tendem a subestimar fortemente a contribuição econômica dos imigrantes. Na realidade, há menos imigrantes vivendo na Irlanda do que se imagina — e muito mais migração ligada a trabalho e educação.”

Imigrantes na Irlanda maior taxa de emprego do que nativos, mas vivem mais na pobreza

Estudo revela que imigrantes têm maior taxa de emprego que irlandeses nativos, mas enfrentam mais pobreza e crise habitacional

Um novo relatório do Instituto de Pesquisa Econômica e Social da Irlanda (ESRI), divulgado nesta sexta-feira (28), revela que imigrantes na Irlanda são mais propensos a estarem empregados e a possuírem níveis educacionais mais altos do que os residentes nascidos no país.

No entanto, também estão mais vulneráveis à pobreza, à privação e à crise habitacional.

Imigrantes tem maior taxa de emprego, mas vivem mais na pobreza do que nativos na Irlanda Fotos: Unsplash

Principais destaques do relatório:

  • Desde 2022, as taxas de emprego e de participação no mercado de trabalho entre imigrantes seguem superiores às dos irlandeses nativos.
  • 59% dos imigrantes em idade ativa têm ensino superior, contra 42% dos nativos. O índice é ainda mais alto entre pessoas nascidas na Ásia (79%) e mais baixo entre imigrantes do Leste Europeu (38%).
  • Apesar disso, 14,5% dos imigrantes vivem em situação de pobreza e privação, comparado a 11% dos irlandeses nativos.
  • A crise habitacional atinge desproporcionalmente os migrantes: 37% gastam mais de 30% da renda com moradia, ante apenas 9% dos irlandeses nascidos no país.

Participação política em ascensão, mas ainda baixa

O estudo também revelou que o número de imigrantes eleitos nas eleições locais de 2024 dobrou, embora ainda representem apenas 2,2% dos vereadores no país.

O relatório foi produzido em parceria com os Departamentos de Justiça e de Infância, Igualdade, Deficiência, Integração e Juventude.

Ele faz parte de uma série de estudos contínuos que monitoram a integração de migrantes na Irlanda.

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edublin Press, Este artigo é de autoria da assessoria de imprensa do edublin. Ele foi elaborado com o objetivo de agregar conteúdos relevantes e curiosidades sobre a Irlanda e viagens ao nosso site. Para mais informações, escreva para [email protected]

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