Acessibilidade na Europa: cidades mais acessíveis a pessoas com deficiência

Acessibilidade na Europa: cidades mais acessíveis a pessoas com deficiência

Elizabeth Gonçalves

1 mês atrás

Seguro Viagem

Sabia que é obrigatório ter um seguro viagem para ir pra Europa?

Arrumar as malas e colocar o pé na estrada é, sem dúvida, maravilhoso. Mas será que isso é algo tão fácil assim para todo mundo? Afinal, como é a acessibilidade na Europa?

Segundo a ONU, cerca de 10% da população mundial tem alguma deficiência. Para essas pessoas, antes mesmo de escolher o destino de um intercâmbio ou viagem de férias, é preciso fazer muita pesquisa para evitar dores de cabeça.

No Brasil, por exemplo, apesar de a acessibilidade ser garantida por leis federais, nem sempre os destinos turísticos têm as mesmas normas ou as cumprem. Ou seja, nem todos os locais são acessíveis a todo mundo. Então, como funciona a acessibilidade em outros países?

Como é a acessibilidade na Europa

Reprodução: Tourism Review

Segundo a ONU, cerca de 10% da população mundial tem algum tipo de deficiência. Reprodução: Tourism Review

Na Europa, a preocupação em tornar espaços públicos locais mais acessíveis é uma tendência que vem sendo seguida por muitas cidades. É claro que isso também é um desafio gigantesco, já que muitas das construções no continente são extremamente antigas, algumas com mais de mil anos, ou seja, de quando nem se pensava em regras para acessibilidade.

Como felizmente mudanças estão a caminho, hoje em dia existe uma premiação organizada pela União Europeia que analisa o esforço de dezenas de cidades em remover as barreiras cotidianas no que diz respeito a transporte, infraestrutura, acesso a pontos turísticos, serviços, além da implementação de novas tecnologias com o intuito de facilitar a vida dos portadores de deficiência.

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Qual cidade tem mais acessibilidade na Europa?

Gotemburgo levou o título de cidade mais acessível de 2013 Reprodução: Explore Sweden

Gotemburgo levou o título em 2013 e 2014 de cidade com mais acessibilidade na Europa. Reprodução: Explore Sweden

Em 2022, foi realizada a oitava edição dessa premiação, chamada de Access City of the Year, e o título de cidade com mais acessibilidade na Europa ficou para a cidade de Luxemburgo, no país homônimo.

A cidade de Helsinki, na Finlândia, e a cidade de Barcelona, na Espanha, ficaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente. Leuven, na Bélgica, e Palma, na Espanha, receberam menção especial, além de Porto, que tornou suas estações de trem acessíveis.

Durante dois anos consecutivos, Gotemburgo, na Suécia, foi a cidade campeã na premiação que mede a acessibilidade na Europa. O resultado se deve ao grande investimento do governo local em transportes, construção de casas equipadas, adequação de mais de 300 empresas para pessoas com deficiência, além da criação de parques e playgrounds com acessibilidade.

Em edições anteriores, levaram o primeiro lugar cidades como Ávila, na Espanha, Salzburg, na Áustria e Berlim, na Alemanha.

Como é a acessibilidade em cidades na Europa?

Acessibilidade na Europa: rampas de acesso e elevadores presentes na maioria das cidades. Foto: Max Bender / Unsplash

A cidade de Luxemburgo, primeira em acessibilidade na Europa, fez desta pauta uma prioridade. Ele segue uma abordagem ‘Design for All’ para facilitar o acesso a todos, inclusive para pessoas com deficiência.

Ônibus de piso baixo equipados com rampas estão presentes em toda a cidade, bem como avisos visuais e sonoros nos ônibus e nos pontos de ônibus.

A cidade consulta regularmente seus cidadãos com deficiência, para garantir que sua ação tenha o efeito desejado.

Além disso, a cidade de Luxemburgo torna as informações sobre decisões políticas acessíveis a todos, disponibilizando as principais reuniões do conselho em linguagem de sinais, além de linguagem falada e transcrição acessível.

Outras cidades que se destacam em acessibilidade na Europa

Entre outras cidades que se destacam em acessibilidade na Europa está Estocolmo, na Suécia. Por lá, em 2010, as travessias de pedestres foram reconstruídas com a implantação de rampas de acesso. Também foram desenvolvidos aplicativos para pessoas com deficiência visual, além de tornar as vias públicas mais seguras para essas pessoas.

Todas as estações de metrô oferecem elevadores, e os hotéis estão preparados para suprir as necessidades visuais, auditivas e de mobilidade dos seus hóspedes.

Roma é outra cidade que tem adaptado sua antiga arquitetura com a construção de rampas nas calçadas. O objetivo é facilitar o acesso a hotéis, restaurantes, galerias de arte, museus e igrejas. Por lá, todos os meios de transporte são acessíveis para cadeirantes.

Já em Londres, grande parte das ruas no centro da cidade têm rampas. Além disso, a maioria dos hotéis da cidade apresenta, pelo menos, 5% dos seus quartos adaptados para pessoas com mobilidade reduzida. As atrações turísticas da cidade também são bem acessíveis.

Como é a acessibilidade em cidades fora da Europa?

Nova Iorque possui sistema de transporte acessível Reprodução: Wikipedia

Nova Iorque tem sistema de transporte acessível. Reprodução: Wikipedia

Nos Estados Unidos, a cidade de Nova Iorque foi listada pela AFB (Fundação Americana para Cegos) como um dos melhores lugares para se viver com deficiência visual no país. Segundo a instituição, a cidade tem um sistema de transporte público extremamente acessível, o que permite aos moradores chegarem com segurança a atividades sociais e culturais a qualquer momento.

Na Austrália, a cidade de Perth é uma das que saem na frente no quesito acessibilidade. Por ser plana, o acesso aos espaços públicos é garantido. Todos os meios de transporte também são adaptados.

Já na Ásia, pode-se dizer que uma das cidades mais acessíveis do continente é Singapura. Por lá, foi implantado, há cerca de duas décadas, um código universal de acessibilidade que tirou as barreiras físicas da cidade.

 

Foto de capa: Julius Carmine/Unsplash

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Elizabeth Gonçalves, Jornalista viciada em cinema, música e literatura. Paulistana, se apaixonou por Dublin, onde mora há cinco anos e sonha em fazer uma viagem de volta ao mundo.

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