Falsa Viúva-Negra: a aranha que aterroriza Reino Unido e Irlanda no verão

Falsa Viúva-Negra: a aranha que aterroriza Reino Unido e Irlanda no verão

Rubinho Vitti

4 semanas atrás

Seguro Viagem

Sabia que é obrigatório ter um seguro viagem para ir pra Europa?

A chamada “False Widow Spider” (“Falsa Viúva-Negra”) é uma aranha da espécie Steatoda nobilis e tem esse nome justamente por ser parecida com a original, a Latrodectus (a viúva-negra).

Com as temperaturas mais altas na Europa, ela sai de sua toca para caçar, mas acaba por assustar — e muito— quem a encontra pela frente.

Conhecida por uma ploriferação mais intensa no Reino Unido e na Irlanda, sua picada pode ser muito dolorosa e grave, podendo levar à internação.

A aranha Falsa Viúva-Negra tem a capacidade de produzir um saco contendo até 200 ovos a cada 3 a 4 semanas, de março a outubro.

Vamos falar mais sobre ela, neste artigo.

Falsa Viúva-Negra: o que fazer ao identificar a aranha?

As falsas viúvas-negras têm período de reprodução entre março e outubro e são comuns no Reino Unido e Irlanda. Foto: Pxhere

A aranha Falsa Viúva-Negra tem o tamanho de uma moeda de dois euros e é escura, mas sua parte traseira tem desenhos em cor creme.

Sua descoberta remonta 1875, sendo nativa das ilhas Madeira (Portugal) e Ilhas Canárias (Espanha), sendo espalhada pelo resto da Europa, com grande concentração na Irlanda e Reino Unido, mas já tendo aparições registradas em locais como Estados Unidos, Chile e Colômbia.

A nobre falsa viúva foi descoberta pela primeira vez na Inglaterra em 1879. Desde então, aumentou em número e extensão pela Escócia, País de Gales e Irlanda.

Leia também: Viúva-negra: o que é, onde encontrar e como se proteger

Precisa alugar carro no destino da sua viagem? É simples, fácil e você pode pesquisar os melhores preços aqui!

O que fazer ao encontrar uma Falsa Viúva-Negra?

Segundo o Venom Systems Lab, laboratório de veneno da National University of Ireland (NUI), em Galway, ao identificar uma aranha com esse perfil, é preciso manter a calma.

A aranha Falsa Viúva-Negra não é agressiva e não vai simplesmente pular em alguém e atacar.

Especialistas afirmam que a picada só acontece se ela for esmagada entre a pele da vítima e a roupa, por exemplo, ou pisoteada ao vestir um sapato, como acontece na maioria dos casos.

A melhor forma de imobilizar a “false widow” é utilizar um copo para prendê-la e devolvê-la à natureza.

A opção é mais indicada que matar para evitar um possível desequilíbrio ambiental com espécies que fazem bem à natureza e não são nocivas ao homem.

Leia também: Dublin dobra número de invasão de ratos

Vermelhidão e inchaço fazem parte dos sintomas pós-picada da ‘false widow’

Se houver mordida da Falsa Viúva-Negra, ela pode causar sintomas como dor moderada a intensa, vermelhidão da pele e inchaço, sempre inicialmente ao redor da mordida, mas expandindo posteriormente para todo o membro.

A pessoa também começa a sentir arrepios, calafrios, suor, febre, mal-estar e sensação de cólicas quando o veneno afeta o sistema nervoso central.

Compare os valores de seguro-viagem para viajar com traquilidade.

Hospitalização pode ser necessária após picada

Os especialistas recomendam que você entre em contato com seu médico imediatamente e monitore a lesão.

A aranha Falsa Viúva-Negra deve ser levada junto ao paciente, mesmo que morta, para identificação do veneno.

Recomenda-se que se desenhe um círculo ao redor da área mordida, a fim de controlar onde foi o local e monitorar o crescimento do inchaço e a vermelhidão.

Para denunciar avistamentos de aranhas Falsa Viúva-Negra na Irlanda, contate [email protected] ou +353 091 494491.

Que tal ter acesso a alguns dos mais populares cursos online que podem ajudar na sua carreira no exterior? Clique aqui e descubra

Falsas viúvas negras são até 230 vezes mais venenosas que outras espécies da Irlanda

As aranhas falsas viúvas negras são até 230 vezes mais venenosas do que as espécies domésticas irlandesas, de acordo com uma nova pesquisa que ajuda a explicar sua rápida disseminação por toda a Irlanda.

Vale lembrar que essa espécie é invasora, ou seja, não é originária da ilha da Irlanda. A pesquisa foi conduzida por cientistas do Instituto Ryan em NUI Galway e publicada na revista internacional Toxins.

Segundo o estudo, a falsa viúva negra, espalhou-se rapidamente na Irlanda nos últimos anos. A força de seu veneno, dizem os pesquisadores, segundo reportagem do jornal Irish Times, ajuda a explicar como ela ataca uma série de criaturas muito maiores, incluindo outras aranhas, lagartos e até morcegos.

Durante o estudo, a aranha matou e comeu 95% de seus oponentes, com veneno matando em doses muito maiores. Por isso, a universidade está focando em acompanhar o impacto potencial da espécie no ecossistema da Irlanda.

Quer economizar em suas viagens no exterior? Abra agora sua conta digital internacional gratuita e sem taxas na Nomad e economize no IOF em suas compras e transações!

Irlanda tem aumento de aparecimento da ‘false widow’

Casos de picadas das Falsa Viúva-Negra na Irlanda têm aumentado. Foto: Envato

Cientistas irlandeses descobriram aumento da Falsa Viúva-Negra na Irlanda, segundo o jornal Irish Times.

A pesquisa do NUI Galway descobriu que a espécie está entre as mais comuns na Irlanda, com sintomas de picadas que podem ser bastante semelhantes aos da viúva-negra real.

De acordo com a pesquisa, uma vítima passou seis dias no hospital após a picada e levou três meses para se recuperar totalmente.

Uma mulher de Waterford foi picada em sua própria sala de estar em três pontos na perna. Ela comparou a dor a ter água fervente derramada em sua pele.

Recentemente, “caçadores” de falsas viúvas-negras encontraram 94 delas na Lucan Road. O estudo de 2017 da Royal Irish Academy confirmou a espécie em pelo menos 16 condados, mas mais significativamente na área metropolitana de Dublin, onde é abundante em edifícios urbanos e em torno do mobiliário urbano.

Características da Falsa Viúva-Negra (false widow)

  • Nome científico: Steatoda nobilis
  • Nome popular: Falsa Viúva-Negra (false widow)
  • Reino: Animalia
  • Classe: Arachnida
  • Família: Theridiidae
  • Espécie: S. nobilis

8 Maneiras de Manter as Aranhas Fora de Casa Neste Verão

  1. Aspire regularmente
    Aspire regularmente, de cima a baixo, incluindo pontos escondidos como debaixo de móveis, fundos de armários e tetos. Remova teias de aranha.
  2. Sele rachaduras e aberturas em torno de janelas e portas
    Sele lacunas em paredes, tubulações e portas para desencorajar a entrada de aranhas.
  3. Reduza a iluminação externa
    Reduza as luzes externas, pois elas atraem insetos que podem se tornar presas de aranhas.
  4. Faça um repelente natural de aranhas usando óleos essenciais
    Misture 20 gotas de óleos essenciais (tea tree, lavanda, hortelã-pimenta, cítricos ou canela) com água em um borrifador e aplique em áreas úmidas.
  5. Use cheiros repelentes de aranhas
    Utilize purificadores de ar ou velas com citronela para perfumar todo o ambiente.
  6. Esfregue casca de limão nos peitoris das janelas
    Esfregue cascas de limão nos peitoris das janelas e em qualquer lugar que as aranhas possam tentar pousar.
  7. Adicione plantas repelentes de aranhas aos seus cômodos
    Plantas como hortelã, capim-limão ou eucalipto ajudarão a afastar as aranhas.
  8. Reduza as fontes de alimento das aranhas
    Mantenha lenha, sacos de jardim e pilhas de compostagem longe de casa e limpe insetos mortos para limitar a fonte de alimento das aranhas.

Intercâmbio na Irlanda

Agora que você já sabe mais sobre a Irlanda, vem com a gente entender como fazer intercâmbio no país.

Temos um guia especial sobre intercâmbio na Irlanda aqui no nosso site!

E se você precisa de ajuda para encontrar uma agência de intercâmbios, temos o Orçamento Fácil, que auxilia na comparação de preços em serviços de qualidade.

O edublin tem ótimas opções de ebooks sobre faculdade e intercâmbio na Irlanda, cidadania europeia, cursos sobre trabalho e carreira no exterior.

Seguro Viagem

Sabia que é obrigatório ter um seguro viagem para ir pra Europa?


Avatar photo
Rubinho Vitti, Jornalista de Piracicaba, SP, vive em Dublin desde outubro de 2017. Foi editor e repórter nas áreas de cultura e entretenimento. Também é músico, canceriano e apaixonado por arte e cultura pop.

Este artigo foi útil?

Você tem alguma sugestão para a gente?

Obrigado pelo feedback! 👋

O que ver em seguida

Cadastre-se em
nossa newsletter

Seu email foi cadastrado.

Cadastrar outro email