‘Black Lives Matter’: Yves Sakila, homem negro, foi imobilizado e morto por seguranças em Dublin, gerando onda de protestos

‘Black Lives Matter’: Yves Sakila, homem negro, foi imobilizado e morto por seguranças em Dublin, gerando onda de protestos

edublin Press

2 meses atrás

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A cena da morte do americano George Floyd, nos Estados Unidos, em 2020, que chocou o mundo e levantou protestos do movimento “Black Lives Matter”, parece ter se repetido na Irlanda, no centro de Dublin, em plena luz do dia

Yves Sakila, de 35 anos, cidadão congolês que vivia na Irlanda desde a adolescência, morreu após ser imobilizado por seguranças de lojas na tarde de sexta-feira, 15 de maio, na Henry Street, uma das ruas comerciais mais movimentadas da capital irlandesa.

O caso provocou forte repercussão pública e protestos antirracistas durante toda semana e deve continuar gerando manifestações nos próximos dias.

O que aconteceu?

Segundo informações divulgadas pelas autoridades e pela imprensa local, Sakila teria sido perseguido por seguranças da loja de departamentos Arnotts após suspeita de furtar um perfume avaliado em cerca de €100.

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Durante a tentativa de fuga, ele colidiu com um pedestre na faixa dos 80 anos, que sofreu ferimentos graves e foi hospitalizado.

Momentos depois, Sakila foi alcançado e imobilizado na Henry Street por um grupo de até cinco seguranças privados e funcionários da loja. Imagens gravadas por testemunhas e compartilhadas nas redes sociais passaram a circular rapidamente após o incidente.

O vídeo mostra Sakila sendo mantido de bruços no chão enquanto diversos homens o seguram contra o pavimento. Em parte das imagens, um dos homens parece pressionar o joelho sobre a região da cabeça e do pescoço da vítima.

Gravação de vídeo viralizou na internet

Durante a gravação, Sakila é ouvido pedindo ajuda e demonstrando sofrimento antes de parar de responder. Quando policiais da Gardaí chegaram ao local, ele já aparecia inconsciente.

Paramédicos e policiais tentaram manobras de reanimação ainda na rua antes de encaminhá-lo ao Mater Misericordiae University Hospital, onde sua morte foi confirmada.

O caso passou a ser investigado pela Unidade de Crimes Graves da Garda na delegacia de Store Street. Ao mesmo tempo, a Fiosrú, entidade independente responsável pela supervisão policial na Irlanda, abriu um inquérito separado para analisar a resposta das autoridades no local.

O exame inicial de autópsia realizado pelo Escritório do Patologista do Estado foi considerado inconclusivo.

Caso gerou protestos antirracistas

A morte de Yves Sakila desencadeou manifestações em Dublin e outras cidades irlandesas.

Centenas de pessoas participaram de vigílias e marchas organizadas por grupos como Black & Irish, Irish Council for Civil Liberties (ICCL), Irish Network Against Racism (INAR), comunidade congolesa na Irlanda e organizações antirracistas locais.

Manifestantes se reuniram na própria Henry Street e seguiram até o Leinster House exigindo justiça e maior responsabilização de empresas de segurança privada.

O primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, afirmou que as imagens do caso causaram “grande preocupação pública” e prometeu uma investigação completa.

O ministro da Justiça, Jim O’Callaghan, também expressou condolências à família da vítima e declarou que as circunstâncias da morte serão apuradas integralmente.

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edublin Press, Este artigo é de autoria da assessoria de imprensa do edublin. Ele foi elaborado com o objetivo de agregar conteúdos relevantes e curiosidades sobre a Irlanda e viagens ao nosso site. Para mais informações, escreva para [email protected]

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