10 erros comuns ao contratar Seguro Viagem em 2026 (e como evitar)

10 erros comuns ao contratar Seguro Viagem em 2026 (e como evitar)

edublin Press

1 mês atrás

Seguro Viagem

Sabia que é obrigatório ter um seguro viagem para ir pra Europa?

Resposta direta: os 10 erros mais comuns ao contratar seguro viagem em 2026 são focar só no preço, ignorar a cobertura mínima do destino, comprar de última hora, omitir doenças preexistentes, esquecer cobertura para esportes, não ler as exclusões da apólice, pular a checagem da seguradora no Reclame Aqui, não acionar a central 24h antes do atendimento, confiar só no seguro do cartão de crédito e achar que o seguro não é obrigatório.

Esses erros aparecem repetidamente entre viajantes brasileiros que têm sinistro negado, recebem reembolso parcial ou ficam sem cobertura na hora do problema. Neste guia você vai entender cada um em detalhes: o que é, exemplo prático, como evitar. No final, um checklist final pra você usar antes de fechar a apólice.

Viajante revisando apólice de seguro viagem antes de fechar contratação

Os erros mais comuns na contratação de seguro viagem são todos evitáveis com 15 minutos de atenção antes de fechar. Foto: Dreamstime

Os 10 erros mais comuns ao contratar seguro viagem

1. Focar apenas no preço

O erro: escolher o plano mais barato sem olhar o que ele cobre, achando que “seguro é tudo igual”.

Por que é grave: planos baratos costumam ter cobertura médica muito baixa (US$ 10 mil a US$ 20 mil), excluem esportes, têm carências longas e usam predominantemente reembolso (você paga, pede ressarcimento depois). Quando o sinistro acontece, você fica sem cobertura suficiente ou tem que desembolsar.

Tradução Juramentada Online

Exemplo prático: apólice de R$ 8 por dia pra Europa parece tentadora. Quando você quebra a perna esquiando em Andorra, descobre que esporte de neve não tinha cobertura. Conta do hospital: €6 mil. Você paga do bolso.

Como evitar: sempre compare pelo menos 3 planos. Olhe cobertura médica (DMHO), atendimento 24h em português, esportes cobertos, exclusões e nota da seguradora no Reclame Aqui. Preço entra como critério no final.

2. Não conferir a cobertura mínima exigida pelo destino

O erro: contratar plano com cobertura médica abaixo do exigido pelo país de destino.

Por que é grave: pra Schengen (Europa), o mínimo legal é €30 mil. Sem isso, você pode ser barrado na imigração. Pra EUA, Canadá e Japão, US$ 30 mil é insuficiente: uma cirurgia simples lá passa fácil de US$ 60 mil.

Exemplo prático: mochilão pela Europa com cobertura de US$ 20 mil (cerca de €18 mil). Imigração de Madrid pede a apólice e detecta a inconformidade. Resultado: entrada negada e voo de volta no mesmo dia, com prejuízo de tudo o que tinha pago.

Como evitar: antes de cotar, confirme a exigência do seu destino. Pra detalhes por país, veja nosso guia sobre o que cobre um seguro viagem, que tem tabela com mínimos por destino.

3. Comprar o seguro em cima da hora (ou depois do embarque)

O erro: deixar pra contratar a apólice nos últimos dias antes da viagem ou já fora do Brasil.

Por que é grave: contratar em cima da hora faz você perder a cobertura de cancelamento de viagem (que só vale se a apólice estiver vigente antes do imprevisto). Algumas coberturas adicionais têm carência (24h a 30 dias). E se você já estiver no exterior, várias seguradoras não emitem apólice nessa condição.

Exemplo prático: você compra passagem pra Europa em janeiro e marca a viagem pra junho. Em maio, pai tem AVC e você precisa cancelar. Como ainda não contratou seguro viagem, perde o valor das passagens não reembolsáveis (R$ 8 mil).

Como evitar: contrate o seguro logo após comprar as passagens. Geralmente em até 7 dias da compra do bilhete, pra garantir cobertura de cancelamento completa.

4. Omitir doenças preexistentes na contratação

O erro: não declarar condição crônica (hipertensão, diabetes, asma, cardiopatia) na hora de fechar a apólice.

Por que é grave: quando você omite doença preexistente e ela é a causa do sinistro durante a viagem, a seguradora pode (e na maioria das vezes vai) negar reembolso. Mesmo plano básico cobre apenas episódio agudo (estabilização), e a maioria das seguradoras exige declaração prévia da condição.

Exemplo prático: hipertensão controlada não declarada. Crise de pressão em Lisboa, internação na UTI por 4 dias. Conta: €14 mil. Seguradora descobre na análise da documentação e nega reembolso. Você paga tudo.

Como evitar: declare TODAS as condições crônicas no momento da contratação, mesmo que controladas. Procure planos que ofereçam cobertura adicional para preexistências (geralmente custa um pouco mais, mas vale a pena pra quem tem condição crônica).

5. Esquecer cobertura para esportes (ou subestimar atividade)

O erro: contratar plano básico achando que vai só “passear”, mas no destino acabar fazendo trilha pesada, mergulho, esqui, surfe ou outras atividades não cobertas.

Por que é grave: “esporte” é uma das exclusões mais comuns das apólices básicas. Mesmo trilha de vários dias em Patagônia ou Machu Picchu pode contar como esporte e ficar sem cobertura.

Exemplo prático: aventureiro contrata plano básico e faz mergulho em Bali. Acidente de descompressão exige câmara hiperbárica. Hospital cobra US$ 18 mil. Seguradora nega: mergulho não estava no plano contratado.

Como evitar: antes de fechar, faça uma lista das atividades que pretende praticar. Cote planos com cobertura específica pra essas atividades. Confirme por e-mail com a seguradora quais atividades estão cobertas pelo seu plano (vale como prova em caso de sinistro).

6. Não ler as exclusões da apólice

O erro: assinar o contrato sem ler a seção “Exclusões” da apólice, achando que o seguro cobre “tudo”.

Por que é grave: 90% dos sinistros negados são por exclusões claramente listadas na apólice. Exclusões comuns incluem doenças preexistentes não declaradas, esportes específicos, gestação acima de 28-34 semanas, atendimento sem aviso à central, acidentes sob efeito de álcool, e tratamentos no Brasil antes ou depois da viagem.

Exemplo prático: mãe gestante de 30 semanas tem complicação na viagem. Apólice cobre gestantes só até 28 semanas. Negado.

Como evitar: dedique 10 minutos pra ler a seção “Exclusões” antes de fechar. Se algum item importante pro seu perfil estiver excluído, procure outro plano. Em caso de dúvida, peça confirmação por e-mail à seguradora.

Casal lendo apólice de seguro viagem com calma antes da contratação

Ler as exclusões antes de fechar evita 90% das surpresas no momento de acionar o seguro. Foto: Dreamstime

7. Pular a checagem da seguradora no Reclame Aqui

O erro: contratar plano de seguradora sem reputação consolidada no Brasil, atraído pelo preço, sem checar histórico de atendimento.

Por que é grave: seguradoras com baixa taxa de resolução costumam ter sinistros mais difíceis, prazos de reembolso longos e atendimento ruim em momento crítico. Pra um problema no exterior, a qualidade do atendimento da central é decisiva.

Exemplo prático: viajante contrata plano de seguradora desconhecida. Bagagem extraviada em Madrid. Liga pra central e fica em fila de espera por 2 horas. Atendimento em português ruim, sem orientação clara. Bagagem aparece 3 dias depois, mas reembolso de despesas de emergência leva 90 dias pra sair.

Como evitar: antes de fechar, abra o Reclame Aqui e procure a seguradora. Olhe três coisas: taxa de resposta (acima de 90% é bom), índice de solução (acima de 80% é bom) e nota geral (acima de 6.0 é aceitável). Seguradoras consolidadas no Brasil: Allianz, Porto, Itaú, Assist Card e Bradesco.

8. Não acionar a central 24h ANTES de qualquer atendimento

O erro: ir direto ao hospital sem ligar para a central da seguradora, achando que vai pedir reembolso depois.

Por que é grave: a maioria das apólices exige notificação prévia (ou em até 24h pós-evento em emergência). Atendimento sem comunicação à central pode ser negado integralmente, ou ter reembolso parcial.

Exemplo prático: viajante com dor abdominal forte em Roma vai direto pro pronto-socorro, paga €1.500. Só liga pra central no dia seguinte. Seguradora analisa e nega 70% do valor: deveria ter sido avisada antes.

Como evitar: sempre ligue (ou WhatsApp) pra central da seguradora antes de qualquer atendimento. Salve o telefone 24h no celular e numa cópia offline. Em emergência absoluta (acidente grave, parada cardíaca), vá ao hospital primeiro, mas ligue pra central em até 24h.

9. Achar que o seguro do cartão de crédito basta

O erro: não contratar seguro viagem específico, confiando no benefício que vem com o cartão Visa Infinite, Mastercard Black ou Nubank Ultravioleta.

Por que é grave: seguro de cartão tem 4 limitações sérias:

  • Cobertura insuficiente (US$ 30 a US$ 50 mil, abaixo de Schengen pra alguns casos)
  • Duração máxima curta (45 a 60 dias na maioria)
  • Exige que a passagem tenha sido comprada com aquele cartão
  • Atende por reembolso, não atendimento direto

Exemplo prático: intercambista de 6 meses confia no seguro do Itaú Personnalité. Acidente em Lisboa após 70 dias da viagem. Cobertura expirou (limite 60 dias). Paga €4 mil de hospital do bolso.

Como evitar: seguro do cartão pode complementar, nunca substituir, exceto em viagens curtíssimas (até 15 dias) pra destinos com saúde barata. Pra Europa, EUA, Canadá, Japão, Austrália ou intercâmbio, contrate seguro adicional.

10. Achar que seguro viagem não é obrigatório

O erro: viajar pra países com obrigatoriedade legal sem contratar seguro, ou achar que “não vai precisar”.

Por que é grave: em vários destinos a apólice é exigência legal. Schengen (29 países da Europa), Cuba, Venezuela e alguns programas de visto (estudante na Austrália, Nova Zelândia, Irlanda) exigem comprovação de seguro válido. Sem isso, entrada negada ou visto recusado.

Exemplo prático: primeira viagem à Europa sem seguro. Imigração de Madrid pede comprovante. Sem apresentar, entrada negada e retorno imediato ao Brasil, com prejuízo total do pacote.

Como evitar: independente da obrigatoriedade legal, contrate seguro pra qualquer viagem internacional. Custo é baixo (R$ 15 a R$ 50 por dia) frente ao risco de internação ou imprevisto. Para detalhes de quando é obrigatório, veja o nosso pilar de seguro para intercâmbio.

Família feliz embarcando para viagem com seguro contratado corretamente

Contratar seguro viagem do jeito certo é simples e barato: comparar, ler, declarar, acionar pelos canais oficiais. Foto: Dreamstime

Como evitar erros na contratação: checklist final

Antes de fechar a apólice, faça este checklist rápido:

  • Cotei pelo menos 3 planos diferentes em comparador (Seguros Promo ou similar)
  • A cobertura médica atende a exigência do meu destino (Schengen €30 mil, EUA US$ 60 mil+)
  • Comprei a apólice logo após comprar a passagem (dentro do prazo de cobertura de cancelamento)
  • Declarei todas as minhas condições crônicas, mesmo controladas
  • Confirmei que esportes ou atividades do meu roteiro estão cobertos por e-mail com a seguradora
  • Li a seção “Exclusões” da apólice por inteiro
  • Conferi a reputação da seguradora no Reclame Aqui (taxa de solução acima de 80%)
  • Salvei o telefone da central 24h no celular e em cópia offline
  • Estou contratando seguro específico (não confio só no cartão de crédito)
  • Sei que o seguro é obrigatório ou recomendado pro meu destino

Se você marcou os 10 itens, está pronto pra viajar tranquilo. Pra ver o passo a passo detalhado de contratação, confira nosso guia de como fazer seguro viagem.

Conclusão: contratar seguro viagem sem erros é simples

A maioria dos sinistros negados em seguro viagem vem dos mesmos 10 erros, todos evitáveis com 15 minutos de atenção antes de fechar. Compare 3 planos, leia as exclusões, declare o que precisa ser declarado, confira a seguradora no Reclame Aqui e salve o telefone da central 24h. Pronto, está com 95% de chance de não ter problema na hora de acionar.

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Perguntas frequentes sobre erros na contratação de seguro viagem

Posso corrigir um erro depois que a apólice foi emitida?

Depende do erro. Erros simples como digitação errada do nome ou data podem ser corrigidos com a seguradora antes do embarque. Mas omissões importantes (doenças preexistentes, esportes não declarados) costumam não ter correção fácil. Em caso de dúvida, ligue na central da seguradora pra solicitar revisão.

O que acontece se eu mentir sobre condições de saúde?

Omissão de informação na contratação é caracterizada como má-fé. A seguradora pode negar o sinistro integralmente, cancelar a apólice e (em casos extremos) acionar judicialmente. Sempre declare TUDO o que for perguntado, mesmo que seja condição “controlada”.

O seguro mais caro é necessariamente o melhor?

Não. Preço alto pode refletir coberturas que você não precisa (esportes radicais, doenças preexistentes, cancelamento extenso). O melhor é o que ATENDE seu perfil sem sobrar nem faltar. Compare 3 planos lado a lado e escolha o que melhor combina com sua viagem.

Qual o erro mais grave na contratação de seguro viagem?

Disputa entre dois: omitir doenças preexistentes e não acionar a central antes de um atendimento. Ambos podem invalidar o sinistro inteiro. Os dois mais comuns são contratar focado só no preço e não checar cobertura mínima por destino.

Se eu errar e contratar um seguro insuficiente, dá pra ampliar depois?

Sim, na maior parte das seguradoras você pode contratar uma “extensão” ou upgrade da apólice, desde que ainda esteja no Brasil e dentro do prazo de embarque. Já fora do Brasil, a maioria não permite alteração de cobertura.

Comprar seguro do cartão É sempre erro?

Pra viagem curta (até 15 dias) em destino com saúde barata, o seguro do cartão pode bastar como única cobertura. Pra qualquer viagem mais longa, complexa, com esportes ou pra destinos caros (EUA, Canadá, Japão), é erro confiar só nele.

Posso usar o seguro viagem do Nubank, Itaú ou Visa?

Pode, mas como complemento. Cada cartão tem regras específicas (a viagem precisa ter sido paga com ele, limite de cobertura, prazo máximo da viagem). Pra detalhes, ligue na central do cartão antes de embarcar e confirme: limite, ativação, cobertura no destino. Pra entender as diferenças, leia nosso comparativo do melhor seguro viagem.

O seguro cobre se eu não ler as exclusões e tiver um sinistro?

Cobre, desde que o evento esteja entre as coberturas e fora das exclusões. O problema é que você só descobre que algo estava excluído quando o sinistro acontece. Ler antes evita surpresas. Não ler é um direito seu, mas o ônus do desconhecimento é todo seu.

Quanto tempo antes da viagem devo contratar o seguro?

Idealmente, no mesmo dia que comprar a passagem ou em até 7 dias depois. Isso garante cobertura completa de cancelamento de viagem. Como prazo mínimo, dá pra contratar até 1 hora antes do embarque, mas você perde alguns benefícios. Detalhes no nosso guia de como fazer seguro viagem.

O que fazer se eu já cometi um desses erros e tenho viagem marcada?

Depende do erro. Se for cobertura insuficiente, ainda dá pra cancelar a apólice atual (dentro do prazo de arrependimento) e contratar outra adequada. Se for omissão de doença preexistente, ligue na seguradora e atualize o cadastro (algumas aceitam, outras não). Em último caso, contrate uma segunda apólice com a cobertura faltante.

Seguro Viagem

Sabia que é obrigatório ter um seguro viagem para ir pra Europa?


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edublin Press, Este artigo é de autoria da assessoria de imprensa do edublin. Ele foi elaborado com o objetivo de agregar conteúdos relevantes e curiosidades sobre a Irlanda e viagens ao nosso site. Para mais informações, escreva para [email protected]

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